Obrigado STF
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Obrigado Supremo Tribunal Federal!
Enquanto o Brasil perplexo engole atravessado o corporativismo da mais alta toga diante do mar de lama que une o ministro Alexandre de Moraes ao banqueiro Daniel Vorcaro, vou além, e agradeço ao STF.
A teatralidade do STF na sessão desta terça-feira, 15 de setembro, nos leva à sabedoria popular que nos ensina: quando está muito ruim, está perto de melhorar. Não devemos esperar nada da alta corte, mas faltando 19 dias para as eleições, os ministros – involuntariamente – nos abriram os olhos sobre a obrigação de votar bem para o Senado, a Casa Alta do regime bicameral, que tem poder para protocolar pedido de impeachment de ministros do STF.
No malabarismo protelatório calcado abstratamente em arrazoado jurídico, os ministros sem querer disseram ao eleitor brasileiro: você pode passar o STF a limpo; basta votar com consciência entendendo a força do voto.
Em Mato Grosso, regionalizando a mensagem do STF, a sessão de hoje chega como uma súplica ao eleitor, para que ele não se deixe enganar, não vote em quem diz ter a força, ser o cara e não faça o voto Christian Dior. Que sua decisão seja a chancela capaz de ajudar a levar para Brasília dois senadores sem rabo preso, que não se curvem ao STF, que não temam investigar ministro, por conta de investigações sobre atos de sua vida pública ou a de parentes.
Os ministros levam o eleitor a escolher bem. Em Mato Grosso, a terra do ministro do STF Gilmar Mendes, votar bem é votar em Pedro Taques (PSB) e Zé Medeiros (PL) para o Senado. Fora deles é contribuir para eleger nulidades nesta quadra temporal onde o país está a um passo da bancarrota moral e institucional. Não sou cabo eleitoral de nenhum deles, e tenho motivos para refugá-los nas urnas, mas em nome do país votarei em ambos.

Obrigado Supremo Tribunal Federal!