Um exemplo de pai
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Este é um antigo artigo que sempre posto em 24 de janeiro, 11 de julho e no Dia dos Pais, reverenciando a memória de meu pai Agenor Vieira de Andrade. A foto gerada por IA nos mostra abraçados
De CasaFlordeM
Aos 10 anos entrei numa sala de aula pela primeira vez. Até então não era alfabetizado. Explico: meu pai, Agenor Vieira de Andrade (UDN), era vereador por Governador Valadares representando o recém-criado distrito de Alpercata, onde respondia pelo Cartório do Registro Civil e Tabelionato. Por ranço politiqueiro e perseguição ao meu pai, o prefeito do PSD não construiu escola em Alpercata.
Quando alcancei a idade escolar, meu pai não me mandou para a escola em Valadares. Justificou que os filhos de seus amigos estavam privados do ensino e que não seria justo que eu fosse alfabetizado. Enquanto isso, minha irmã Selma e meu irmão Arnóbio eram mantidos em colégios fora do distrito: ela na sede do município e ele em Caratinga. Isso porque ambos já estudavam quando nos mudamos para Alpercata.
Enquanto amargava o analfabetismo, procurava palavras e frases para copiá-las, embora não soubesse seu significado. Em busca do saber, incontáveis vezes escrevia nos cadernos: “Casa Flor de Maio de Irmãos Pio”. Esse letreiro estava na fachada da imponente loja de tecidos e confecções do outro lado da rua, bem defronte à minha casa, na avenida que hoje leva o nome de meu pai.

Aos 10 anos entrei numa sala de aula pela primeira vez. Até então não era alfabetizado. Explico: meu pai, Agenor Vieira de Andrade (UDN), era vereador por Governador Valadares representando o recém-criado distrito de Alpercata, onde respondia pelo Cartório do Registro Civil e Tabelionato. Por ranço politiqueiro e perseguição ao meu pai, o prefeito do PSD não construiu escola em Alpercata.
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