Boa Midia

Isolado, Galvan não tem palanque de governador

EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com

 

Sem palanque. Literalmente sem palanque de candidatura ao governo. Assim está o produtor rural e sindicalista Antônio Galvan (Avante), pré-candidato ao Senado homologado na convenção de seu partido.

As três principais chapas que disputam o governo não abrem palanque para Galvan.

O bolsonarismo raiz abrigado no PL, que tem o senador Wellington Fagundes para o governo, apoia José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) para o Senado. O grupo palaciano que defende Otaviano Pivetta (Republicanos) para governador fechou questão com Mauro Mendes (UP) e Margareth Buzetti (UP), para o Senado; e Natasha Slhessarenko (PSD) que concorre para governadora está colada em Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) para o Senado.

Galvan ficou ao léu.

Preterido pelo bolsonarismo, que decidiu apoiar Riva para senadora, Galvan também não foi aceito no palanque de Pivetta, onde quem dá as cartas é Mauro segundado por Buzetti, que é imposição de Blairo Maggi. Quanto ao grupo de esquerda que defende Natasha, nem pensar. Galvan é direitista e sente urticária quando sonha que um dia foi filiado ao PDT, pelo qual se candidatou a deputado estadual.

Sem chapa ao governo para dobrar com ele, Galvan é candidato solo e nessa condição leva adiante seu projeto repetindo candidatura ao Senado, como fez em 2022, quando recebeu 337.003 votos (25,95%) e o pleito foi vencido por Wellington, que se reelegeu com 825.228 votos (63,54%).

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