E essa tal logística que políticos desconhecem
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com

Neste mês de julho tive a honra de participar pela segunda vez do podcast PodBedelhar, apresentado às quartas-feiras, em Cuiabá, pelo casal Rosana Leite e Gonçalo de Barros, ela defensora pública e ele juiz de direito – ambos escritores. Num dos trechos da minha fala abordei a geração de energia solar e a Hidrovia Tapajós-Amazonas. Alguns dias após o programa, leio no Diário de Cuiabá um material focalizando entraves naturais para a navegação no trecho do Tapajós entre Miritituba (de Itaituba) a Santarém, com extensão de 147,8 milhas náuticas, o correspondente a 273,7 km.
Miritituba, como sabemos, é um porto estratégico para o escoamento de commodities agrícolas mato-grossenses. Situado no Baixo Tapajós, livre de cachoeiras, corredeiras e pedrais, sua navegação, pelo calado médio é considerada marítima tanto quanto a do Amazonas. Porém, o assoreamento natural e as adversidades climáticas, sobretudo em anos atingidos pelo fenômeno El Niño, pode colocar em risco a fluidez dos navios.
