SÉRIE – Verso e reverso de Mato Grosso (5)
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Quinto capítulo da Série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente.
No começo dos anos 1970, no trecho entre Itumbiara (GO) e Rondonópolis, comi poeira dos caminhões do Nêgo Amâncio. Havia um vaivém intenso dos Chevrolet com motorização Perkins, daquela empresa, que faziam o trajeto de Uberlândia (MG) a Mato Grosso. Nas tampas traseiras das carrocerias, em letras pretas garrafais, a inscrição: Nêgo Amâncio. Não conhecia a história da transportadora e de seu dono. Sem que soubesse, trafegava entre uma frota que pela visão de seu proprietário escreveu a mais importante página do transporte rodoviário mato-grossense.
Nêgo Amâncio foi um homem muito além de seu tempo. No final da década de 1920 e o começo dos anos 1930, o Sudoeste Goiano era rota de passagem dos baianos que caminhavam rumo aos garimpos no Vale do Garças, em Lageado, e adjacências, em Mato Grosso. Residente em Uberlândia e com negócios na região por onde a caminhada acontecia, Nêgo Amâncio interessou-se por expandir os roteiros de sua pequena frota de caminhões até Lageado. Seria uma aventura, pois sua ousadia faria seus possantes chegarem antes mesmo da abertura das estradas.
Com a visão empresarial de Nêgo Amâncio, a região interligou-se a Goiás e Uberlândia e surgiu o primeiro corredor rodoviário entre Mato Grosso e Minas Gerais.
No começo do século passado, Lageado, na calha do rio Garças, região Leste Mato-grossense, fervilhava com o diamante, mas enfrentava problema por falta de produtos básicos. Isto acontecia em razão da inexistência de estradas, o que mantinha àquela e as vizinhas comunidades garimpeiras na dualidade da abundância de dinheiro, mas sem ter o que comprar. Essa situação mudou em 1934, quando seis caminhões brotaram na curva da estradinha carroçável, carregados com tudo que se possa imaginar. A proeza de organizar a frota foi de Nêgo Amâncio. Desde então o lugar nunca mais enfrentou crise de desabastecimento.

Nêgo Amâncio foi um homem muito além de seu tempo. No final da década de 1920 e o começo dos anos 1930, o Sudoeste Goiano era rota de passagem dos baianos que caminhavam rumo aos garimpos no Vale do Garças, em Lageado, e adjacências, em Mato Grosso. Residente em Uberlândia e com negócios na região por onde a caminhada acontecia, Nêgo Amâncio interessou-se por expandir os roteiros de sua pequena frota de caminhões até Lageado. Seria uma aventura, pois sua ousadia faria seus possantes chegarem antes mesmo da abertura das estradas.
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