Boa Midia

SENADO – Bionicidade de Gastão Müller a Carlos Fávaro

O biônico Carlos Fávaro
Em 1978 Gastão Müller foi escolhido senador biônico por Mato Grosso, que naquele ano, nas urnas, elegeu Benedito Canellas e Vicente Vuolo, todos da Arena, que era o partido de sustentação dos militares. Agora, o Estado se prepara para a posse do Carlos Fávaro (PSD), candidato derrotado ao Senado em 2018. Transcorridos 41 anos (a posse de Gastão aconteceu no começo de 1979) teremos o segundo biônico mato-grossense no Congresso.

Para ser empossado Gastão teria que prestar juramento prometendo cumprir o mandato que o eleitorado lhe outorgou. Acontece, que sua escolha não se deu pelo voto, mas pelo Colégio Eleitoral controlado pelos militares. Gastão não era caso isolado, pois todos os estados mandaram um biônico cada, pra Brasília. Diante do embaraço o representante mato-grossense foi dispensado do juramento, e se limitou a dizer qualquer coisa.

Agora. Fávaro engoma o terno pra posse e terá que sair pela tangente igual a Gastão, pois não foi eleito. Sua posse é uma decisão monocrática do presidnete do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.
Fávaro ocupará a cadeira conquistada nas urnas pela senadora Selma Arruda (eleita pelo PSL e agora filiada ao Podemos), que foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral por crimes de abuso de poder econômico e caixa 2: juntamente com Selma seus suplentes Beto Possamai e Clerie Fabiana (ambos do PSL) foram alcançados pela decisão judicial.

Terceiro colocado na disputa que elegeu Selma e Jayme Campos (DEM), Fávaro ganha o atípico mandato manga curta até a realização de eleição suplementar, cuja data será definida pelo novo coronavírus, que acaba de chegar da China.

Gastão foi representante da bionicidade militar. Fávaro será biônico judicial. Coisas da democracia brasileira.

PS – Em 1978 Mato Grosso escolheu três senadores, porque um ano antes, com a divisão territorial que criou Mato Gross do Sul, os senadores mato-grossenses optaram por aquele Estado. Um, Gastão, foi biônico, com mandato de oito anos; os outros dois, Canellas e Vuolo, eleitos, cumpriram mandatos com tempo diferenciado – Canellas, o mais votado, por oito anos; Vuolo, com menor votação, por quatro anos, pra permitir a tradição da renovação alternada de um e dois terços a cada quatro anos.

 

Redação blogdoeduardogomes

FOTO: Site púbico do Governo de Mato Grosso em arquivo

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