Max muito forte para deputado, mas não para o governo
EDUARDO GOMES
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Forte para a reeleição de deputado estadual, capaz de eleger considerável bancada na Assembleia e de conquistar cadeiras na Câmara, mas sem densidade eleitoral para disputar o governo. Assim a convenção regional do Podemos mostrou seu líder, Max Russi. Jornalistas bajulativos acrescentam eufóricos que Max avalia o próximo passo e que ele será o fiel da balança na eleição para o Palácio Paiaguás; eu não o vejo assim, embora creia que a candidatura que receber apoio dele ficará fortalecida.
A convenção, no dia 4 (portanto, ontem) não apresentou nada de novo e nenhum nome de última hora foi incluído às suas chapas proporcionais. O clima era de otimismo entre os pré-candidatos e não faltaram inflamados proncunciamentos afirmando que o Podemos elegerá sete deputados estaduais e três deputados federais. Achei as falas muito exageradas e vi que em Mato Grosso a linha que separa os partidos é tênue e que um pode apoiar o outro ou outro mais, porque não há pragmatismo, não se observa os estatutos partidários e muito menos a ética. Até momentos antes das conveções praticamente todas as siglas articulavam chapas e composições. Com o Podemos não foi diferente. O partido de Max não tem um rumo claro, não tem preferência sobre plano de governo dessa ou daquela candidatura, e ele (o Podemos) se faz de morto para pegar o coveiro destraído.
Composição à parte. Feliz será o que receber o apoio de Max, quer seja Wellington Fagundes ou Otaviano Pivetta, quem receber o Podemos pode comemorar que será um gol de placa. Não incluo Natasha Slhessarenko (PT) nas opções de apoio, porque Max não quer associar seu nome ao presidente Lula temendo rejeição da direita radical.
Vamos às proporcionais.
Avalio que o Podemos poderá eleger até quatro nomes para a Assembleia, mas o prudente mesmo é pensar em três, com Max puxando a fila seguido por Beto Dois a Um e logo abaixo, num cenário embolado, Bira da Econômica, Scheila Pedroso, Rafael Machado, Fábio Tardin, Alessandra Ferreira e Adelcino Lopo. Para a Assembleia o partido terá um desgaste perante a opinião pública: a candidatura de Mauro Savi, que presidiu a Assembleia, foi processado e preso no nebuloso ciclo de José Riva no poder; Savi tem base eleitoral em Sorriso, e além do desgaste ele enfrentará nomes fortes daquele e de municípios vizinhos.

Ainda avaliando vejo o Podemos com Max, Beto Dois a Um e Bira da Econômica na galeria dos 11 – um time – mais votados ao cargo, que – creio – será mais ou menos assim: Max, Lúdio Cabral (PT), Zé Carlos do Pátio (PV), Beto Dois a Um, Dilmar Dal Bosco (UP), Nininho (Republicanos), Bira da Econômica, Gilberto Cattani (PL), Dr. Eugênio (Republicanos), Rafaela Fávaro (PSD) e Gilmar Fabris (PSD).
Para a Câmara, creio que o Podemos elegerá Neri Geller e que poderá eleger Nelson Barbudo como o segundo mais votado da sigla. Neri, na minha avaliação estará entre os três mais votados para o cargo, numa lista que se estendida a seis nomes poderá ser composta por Rosa Neide (PT), Nilson Leitão (UP), Neri, Juarez Costa (Republicanos), Coronel Fernanda (PL) e o Coronel Assis (UP) ou o Professor Sivirino (PSD).
