As candidaturas ao Senado e seus suplentes
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Quem vota no titular elege os suplentes. Esta máxima política se encaixa bem na realidade mato-grossense. Nos últimos anos, no Senado, Gilberto Goellner substituiu o senador Jonas Pinheiro, que morreu; Blairo Maggi abriu mão do mandato por três anos para o suplente Cidinho dos Santos (PP); e Carlos Fávaro (PSD) deixou sua cadeira por três anos para Margareth Buzetti (PP). Com duas cadeiras em disputa para o Senado, os pré-candidatos escolhem a dedo suas suplências, mas, alguns, sequer as anunciaram.
O produtor rural e sindicalista patronal Antônio Galvan (Avante) sequer fala em nomes.
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Mauro Mendes (UP) não oficializou, mas é de domínio público que Cidinho dos Santos (UP) e Rogério Gallo (UP) serão seus suplentes. Cidinho tem trajetória política, pois foi prefeito de Nova Marilândia em três mandatos, presidiu a AMM, foi secretário de Estado e suplente de senador de Blairo Maggi; porém, Cidinho e Gallo aparentemente foram escolhidos por fazerem parte do grupo de Mauro.
José Medeiros (PL) anunciou que o empresário e agrônomo Odílio Balbinotti (PL) será seu primeiro suplente, mas não definiu o outro nome.
Balbinotti é de Rondonópolis e o principal financiador de campanhas em Mato Grosso. Caso Medeiros seja eleito, e Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa para presidente, Balbinotti deverá ser o ministro da Agricultura. Flávio Bolsonaro teria assumido compromisso em nomear Balbinotti, que mantém vínculos com a família Bolsonaro.
Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição com os suplentes Alexandre Schenkel (PSD), produtor rural e dirigente ruralista em Campo Verde; e com Carmen Machado (PV), sindicalista em Cuiabá.
Com o perfil da chapa Fávaro contempla o agronegócio – que é sua principal base eleitoral – e os servidores públicos
Deputada estadual, Janaína Riva (MDB) não oficializou a chapa, mas o nome do advogado e empresário Antônio Frange Júnior (MDB) é citado para sua primeira suplência. Janaína Riva e Frange têm identidade de berço político.
Frange é filho do ex-vereador por Rondonópolis, Antônio Frange, que cumpriu mandato na legislatura-tampão de 1971 e 1972.
Janaína Riva é filha de José Riva que foi prefeito de Juara, e cumpriu cinco mandatos consecutivos de deputado estadual por vários partidos, até ser impedido de disputar a reeleição em 2014, por sua condenação por improbidade administrativa, que o tornou inelegível com base na Lei da Ficha Limpa; Riva foi preso algumas vezes e considerado o maior ficha suja do Brasil, respondeu a muitos processos, e numa delação premiada homologada pelo desembargador Marcos Machado (TJ) ele assumiu que chefiou um esquema de desviou 175 milhões da Assembleia; foi condenado a dois anos em prisão domiciliar e a devolver 94 milhões.
Ainda de berço, Janaína Riva é filha de Janete Riva, que foi candidata a vice-governadora pelo PSDB em 2002 e a governadora pelo PSD em 2014; exerceu o cargo de secretária de Estado de Cultura e em dezembro de 2014 no apagar do mandato de José Riva foi indicada conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por 15 votos, para a vaga do conselheiro Humberto Bosaipo. Servidores do TCE fizeram vigília contra a indicação de Janete; o Ministério Público Estadual representou contra sua nomeação para o cargo e a desembargadora do TJ Nilza Pôssas de Carvalho atendeu ao MP e ela foi descartada.
Pedro Taques (PSB) encabeça uma pré-chapa com Carlos Ernesto Augustin, o Teti (PSB) e Guelda Cristina Andrade (PT). Teti é empresário do ramo sementeiro, agrônomo, durante décadas militou no PT, fundou e dirigiu entidades representativas do agronegócio e foi assessor especial de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura. Guelda é professora militante petista, dirigente do Sintep em Cuiabá e casada com o suplente de deputado estadual Henrique Lopes (PT), que preside o Sintep e é pré-candidato a deputado estadual. Taques, a exemplo de Fávaro, tenta contemplar o agronegócio e os servidores públicos.
Margareth Buzetti (UP) teve seu nome anunciado por Cidinho dos Santos nesta semana e ainda não falou sobre formação de chapa.
Buzetti é dirigente empresarial no Distrito Industrial de Cuiabá e disputou apenas uma eleição, na suplência de Carlos Fávaro.
Fotos:
1, 5 e 8 – Agência Senado
2 e 7 – Divulgação
3 – Secom/MT
4 – Agência Câmara
6 – ALMT
Quem vota no titular elege os suplentes. Esta máxima política se encaixa bem na realidade mato-grossense. Nos últimos anos, no Senado, Gilberto Goellner substituiu o senador Jonas Pinheiro, que morreu; Blairo Maggi abriu mão do mandato por três anos para o suplente Cidinho dos Santos (PP); e Carlos Fávaro (PSD) deixou sua cadeira por três anos para Margareth Buzetti (PP). Com duas cadeiras em disputa para o Senado, os pré-candidatos escolhem a dedo suas suplências, mas, alguns, sequer as anunciaram.
O produtor rural e sindicalista patronal Antônio Galvan (Avante) sequer fala em nomes.
Mauro Mendes (UP) não oficializou, mas é de domínio público que Cidinho dos Santos (UP) e Rogério Gallo (UP) serão seus suplentes. Cidinho tem trajetória política, pois foi prefeito de Nova Marilândia em três mandatos, presidiu a AMM, foi secretário de Estado e suplente de senador de Blairo Maggi; porém, Cidinho e Gallo aparentemente foram escolhidos por fazerem parte do grupo de Mauro.
José Medeiros (PL) anunciou que o empresário e agrônomo Odílio Balbinotti (PL) será seu primeiro suplente, mas não definiu o outro nome.
Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição com os suplentes Alexandre Schenkel (PSD), produtor rural e dirigente ruralista em Campo Verde; e com Carmen Machado (PV), sindicalista em Cuiabá.
Deputada estadual, Janaína Riva (MDB) não oficializou a chapa, mas o nome do advogado e empresário Antônio Frange Júnior (MDB) é citado para sua primeira suplência. Janaína Riva e Frange têm identidade de berço político.
Pedro Taques (PSB) encabeça uma pré-chapa com Carlos Ernesto Augustin, o Teti (PSB) e Guelda Cristina Andrade (PT). Teti é empresário do ramo sementeiro, agrônomo, durante décadas militou no PT, fundou e dirigiu entidades representativas do agronegócio e foi assessor especial de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura. Guelda é professora militante petista, dirigente do Sintep em Cuiabá e casada com o suplente de deputado estadual Henrique Lopes (PT), que preside o Sintep e é pré-candidato a deputado estadual. Taques, a exemplo de Fávaro, tenta contemplar o agronegócio e os servidores públicos.
Margareth Buzetti (UP) teve seu nome anunciado por Cidinho dos Santos nesta semana e ainda não falou sobre formação de chapa.