Raio-X do MDB desidratado que perdeu a bancada federal
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com

Emanuelzinho Pinheiro deixou o MDB pelo PSD de Gilberto Kassab e Carlos Fávaro. Com seu adeus nesta quarta-feira (18) o partido do Dr. Ulysses Guimarães e Carlos Bezerra perdeu a bancada federal mato-grossense e segue em processo de desidratação regional.
A bancada federal do MDB era composta por Emanuelzinho e Juarez Costa; Juarez se filiou ao Republicanos de Otaviano Pivetta. Além dos dois deputados federais, o partido perdeu os suplentes de deputado federal Valtenir Pereira (para o PSD) e Juliana Kolankiewicz (para o Republicanos).
Antes da desidratação o MDB era presidido e liderado por Carlos Bezerra, que estranhamente foi aposentado partidariamente, com a deputada estadual Janaína Riva assumindo sua presidência regional.
Emanuelzinho foi para o PSD, onde seu pai, o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Cuiabá pelo MDB, Emanuel Pinheiro já se encontrava.
A desidratação inclui a adesão do prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo, que deixou o MDB pelo Podemos, de Max Russi, pelo qual é pré-candidato a deputado estadual.
Em Rondonópolis não aconteceu desidratação explícita, mas o suplente de vereador em exercício e ex-vereador por cinco mandatos, Adonias Fernandes, teria feito um entendimento com o prefeito Cláudio Ferreira (PL) para apoiar sua mulher, Alessandra Ferreira (Podemos), para deputada estadual. Antes do entendimento, Adonias era citado para concorrer à Câmara dos Deputados.
Em Barra do Garças, o vice-prefeito Professor Sivirino (MDB) deixará o partido para se filiar ao PSD, onde segundo ele, será pré-candidato a deputado federal.

Sem um projeto político com visão partidária, o MDB irá às urnas sem candidatura para governador, vice-governador e com duas chapas proporcionais sem grandes nomes de dimensão estadual.
Para a Câmara, o principal nome do MDB é Kalil Baracat, que foi prefeito de Várzea Grande e que não conseguiu se reeleger.
O segundo nome mais citado entre os pré-candidatos à Câmara é Luluca Ribeiro; em 2024 Luluca foi indicado por Janaína Riva para ocupar a Seaf – a secretaria estadual da agricultura familiar – mas tanto ele quanto sua equipe – também indicada por ela – foram exonerados pelo governador Mauro Mendes, depois que uma auditoria do governo descobriu um suposto esquema de superfaturamento na compra de kits para a agricultura, o que levou o governador a demitir Luluca e sua assessoria; o governante nunca admitiu que as exonerações tivessem conotação política. Luluca e os demais retornaram para a Assembleia Legislativa, onde ocupavam cargos comissionados antes da Seaf. O chamado “Escândalo da Seaf” é um episódio nebuloso, que nunca foi mencionado na tribuna da Assembleia Legislativa e que é mantido debaixo do tapete; a deputada Janaína Riva, que é contundente em críticas e denúncias, nunca o citou em seus pronunciamentos, o que dificulta saber em que pé se encontra. A Imprensa também não aborda o caso
A vereadora Mariuva Valentin, de Rondonópolis, é o terceiro nome citado para a Câmara pelo MDB; ela substitui Adonias Fernandes, que é uma das peças da desidratação.

Para a Assembleia a espinha dorsal eleitoral do MDB são os deputados Dr. João, Juca do Guaraná e Thiago Silva, que tentarão a reeleição. Há rumores de que Juca deixará o partido, pelo PRD.
O quarto nome mais forte, segundo analistas, é o da empresária Jéssica Riva, irmã de Janaína Riva e que nunca disputou eleição. Jéssica Riva tem berço político: é filha do ex-deputado José Riva e ex-nora de Silval Barbosa, que foi governador de Mato Grosso. José Riva e Silval são figuras que dispensam apresentação nos meios políticos.
O quinto nome mais citado para deputado estadual é o suplente de deputado estadual e ex-prefeito de Matupá por quatro mandatos, Valtinho Miotto, Miotto foi acusado de violência psicológica e agressões físicas pela ex-primeira-dama de Matupa, Edilaine Claro, que inclusive conseguiu na Justiça medida protetiva, mas ele nega e sonha em se candidatar a deputado estadual.
Fotos:
1 – Divulgação
2 e 3 – ALMT