Boa Midia

Cada vez mais desidratado o MDB perde Juarez Costa e Juliana Kolankiewicz

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes 

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Juarez Costa e Juliana no adeus ao MDB

Em Mato Grosso o MDB ainda existe. Desidratado, mas existe.

Na noite de ontem (17), o deputado federal Juarez Costa e a suplente de deputada federal e primeira-dama de Água Boa, Juliana Rosa de Souza Kolankiewicz, deixaram aquele partido pelo Republicanos do vice-governador e pré-candidato a governador Otaviano Pivetta.

Juarez e Juliana não foram os únicos no adeus ao MDB. Pouco antes, o prefeito de Pontal do Araguaia e pré-candidato a deputado estadual, Adelcino Lopo, trocou aquele partido pelo Podemos, de Max Russi. Antes, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, foi para o PSD de Carlos Fávaro, e o suplente de deputado federal Valtenir Pereira também correu para o colo político de Fávaro. Enquanto isso, a legenda não conseguiu nenhuma filiação com peso eleitoral.

Até então, Juarez e Emanuelzinho Pinheiro compunham a bancada federal emedebista mato-grossense na Câmara. Emanuelzinho se filiará ao PSD, onde seu pai já se encontra. Com isso, a bancada do MDB simplesmente será pulverizada e o partido, inclusive, deverá enfrentar dificuldade para montar uma chapa competitiva à Câmara.

A filiação de Juliana ao Podemos é mais uma dura perda sofrida pelo MDB no Vale do Araguaia, município do qual Água Boa é uma das referências. Isso, porque sem Juliana o partido perderá seu nome natural para a disputa pela Câmara. Outra dura perda na região foi a saída de Adelcino Lopo, que é considerado puxador de votos. Mais: a desidratação do MDB será ainda maior. O vice-prefeito de Barra do Garças, Professor Sivirino, revelou numa conversa que travamos recentemente, que ele deixará o MDB para se filiar ao PSD, pelo qual pretende ser candidato a deputado federal. Esse esvaziamento deverá ser ainda maior, pois o deputado estadual Juca do Guaraná aparentemente toma o último guaraná ralado antes de dizer tchau ao MDB e correr para o PRD de Mauro Carvalho.

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A desidratação acontece após a aposentadoria política do principal líder do MDB, Carlos Bezerra, que durante décadas o dirigiu em Mato Grosso. Bezerra foi substituído pela deputada estadual Janaína Riva, que é pré-candidata ao Senado. Sob Janaína Riva, publicamente o MDB nunca tratou de entendimentos suprapartidários. Todo o noticiário gira em torno dela, ora a apresentando como provável pré-candidata a vice-governadora de Pivetta ou de Jayme Campos (União), ora sobre uma eventual aliança dela com Max Russi, com ele ao governo.

A desidratação continua. Enquanto isso, a única novidade – não tão recente assim – é a indicação de Jéssica Riva, irmã de Janaína Riva como pré-candidata a deputada estadual. Em suma: o grande partido do Dr. Ulysses Guimarães perde espaço junto às bases enquanto na sua cúpula se discute a familiocracia Riva, descendente do ex-deputado estadual José Riva, que durante 20 anos controlou a Assembleia Legislativa, até ser alcançado pela Lei Ficha Limpa, em 2014, e foi impedido de continuar disputando eleição para a Assembleia. Riva, o pai, respondeu a várias ações judiciais, fez delação premiada – homologada pelo desembargador do TJ Marcos Machado – assumiu que liderou um esquema que surrupiou 175 milhões dos cofres públicos, recebeu uma pena de 4 anos em prisão domiciliar e foi obrigado a devolver 94 milhões.

Fotos:

1 – Divulgação

2 – Prefeitura de Barra do Garças

 

 

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