No Dia da Amazônia, campanha pede que eleitor vote por floresta em pé
Bruno de Freitas Moura ─ Agência Brasil
RIO DE JANEIRO

O Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), marca também a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais, em 4 de outubro. A coincidência de datas é um dos pontos altos da Virada Cultural Amazônia de Pé, uma campanha de preservação da floresta amazônica que tem como tema da quinta edição “Cada voto pela Amazônia conta”.
![]()
O objetivo é incentivar as pessoas a escolher candidatos que estejam comprometidos com a conversação ambiental. Neste fim de semana, diversas atividades, incluindo festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates acontecem nas cinco regiões do país.
Os eventos são promovidos pelo movimento Amazônia de Pé, formado por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e organizações não governamentais. Um mapa com a localização de todas as mais de 300 atividades pede ser consultado na internet.
Na última quinta-feira (3), uma cobra cenográfica de 30 metros de extensão representou o início da virada cultural no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito do município paraense de Santarém, meio do caminho entre Belém e Manaus.
A alegoria é a mesma que foi exposta em Belém, em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), chamando atenção para a necessidade de proteção da maior floresta tropical do mundo.

Levante pelo país
A codiretora executiva da Amazônia de Pé, Catarina Nefertari, considera que o Dia da Amazônia é uma oportunidade de “falar bem alto que cada voto pela Amazônia conta”.
“É importante que a gente também esteja nas ruas sendo visto por quem está fazendo campanha, deixando claro que, muitas vezes, o plano de governo esquece de levar em consideração as soluções e os sonhos de quem está no território”, diz a belenense.
“A gente vê o Brasil mais atento a esse território, mas a gente ainda tem muito caminho pela frente. A gente só protege aquilo que a gente conhece”, disse à Agência Brasil.
A ativista, nascida e criada na área considerada Amazônia urbana, isto é, onde há cidades e áreas urbanizadas, acredita que a virada cultural, sendo realizada de Norte a Sul do país, é um grande chamado.
“Um levante pelo país inteiro”, diz. “É uma forma de a gente se empoderar enquanto sociedade”.

Dia da Amazônia
