Boa Midia

MT: Verso e reverso (95) – Área territorial de Juína

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes

eduardogomes.ega@gmail.com

Capítulo 95 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza a realidade da base territorial de Juína.

Grande, mas no segundo andar para efeito de atividade econômica. Assim é Juína, com 49 mil habitantes e um dos mais importantes municípios de Mato Grosso, mas engessado por imensas reservas indígenas e áreas de preservação permanente, que ocupam 61% de seu território de 26.189,915 km².

Juína esbarra nas reservas indígenas e, na prática, para os padrões da atividade agropecuária mato-grossense, se torna pequeno município. Como se isso não bastasse, existe uma pressão contínua para a expansão de suas terras indígenas.

As terras indígenas ocupam 61% da superfície de Juína, com 13 mil km² pertencentes à etnia Cinta-Larga e 3 mil km² a Enawenê-Nawê. O município tem ainda outra grande área de preservação permanente. É a Estação Ecológica Iquê-Juruena com 188.274,10 hectares (ha).

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Em tese, excluindo-se as reservas indígenas e a estação ecológica, o município teria uma área agricultável de 10 mil km², mas na Amazônia Legal a legislação ambiental proíbe o corte raso em 80% da floresta. Com isso, na prática restam 2 mil km² à economia de Juína, dos quais se descontam ainda os perímetros urbanos da cidade e das vilas, os cursos das rodovias, as matas ciliares e as encostas.

PS – Continuem lendo a série. Amanhã (11 de junho), o capítulo 96.

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