MT: Verso e reverso (78) – Histórico da energia em Lucas do Rio Verde

Capítulo 78 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza o histórico da energia elétrica em Lucas do Rio Verde.
O linhão de transmissão de energia elétrica da Eletronorte interligando os municípios brasileiros avançou de Cuiabá para o Nortão. Cruzou as cidades de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop até Alta Floresta. Aquela obra era considerada a redenção da região, mas não contemplava Lucas do Rio Verde, a única cidade no trajeto que não tinha subestação da estatal Cemat, que tinha o monopólio da distribuição de energia em Mato Grosso. Em suma, a população luverdense foi deixada à margem por uma pirraça política do governador Dante de Oliveira, que não gostava de Pivetta, por serem adversários políticos.
O ano era 1998 e Dante sonhava em ser candidato a vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso, que naquele ano disputaria a reeleição presidencial. Lucas tinha 14.473 habitantes e todos os dias recebia mais e mais caminhões oriundos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná trazendo aventureiros em busca do amanhã no Nortão. À época, a população do Sul se dividia entre os que queriam vir para Mato Grosso e os que não desejam permanecer em sua terra.
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Para quem saia do Sul, não alterava muito ficar em Lucas, Mutum, Sorriso ou Sinop. Aquelas quatro cidades eram poços de demandas e praticamente tudo estava para ser feito. Nesse cenário, Lucas permanecia iluminada por energia gerada por conjunto diesel estacionário, que oscilava e sofria seguidos apagões, ao passo que as vizinhas Mutum e Sorriso contavam com energia firme na ponta. A falta de energia pesava contra Lucas e deixava a vizinhança em vantagem.
