MT: Verso e reverso (61) – Padre Lothar
Eduardo Gomes
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Capítulo 61 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza o padre Lothar Bauchrowitz.
Rondonópolis, 24 de janeiro de 1979. Chuvas fortes transbordam o rio Arareau na área urbana, onde desemboca na margem direita do rio Vermelho. As águas invadem casas e centenas de moradores ficam desabrigados. Padre Lothar Bauchrowitz sensibiliza-se com a situação e consegue com o prefeito Walter Ulysséa alguns lotes da prefeitura nas vilas Ipê e Mariana, para construir moradias para os atingidos.
Com essa iniciativa, mais que resolver um problema, o sacerdote encontrou o caminho da casa própria para desabrigados e carentes, que em 44 anos ultrapassou 3.100 moradias, que foram repassadas a necessitados.
Somente foi possível construir tantas casas assim porque padre Lothar contava com apoio da Cáritas Diocesana, de órgãos governamentais e de mão de obra de mutirões com a participação dos beneficiários. O contemplado com a casa não a recebia gratuitamente, salvo os portadores de necessidades especiais, viúvas e alguns que se encaixam em outros grupos de necessitados.
A chave da moradia era entregue mediante compromisso de pagamento de 10% do salário do chefe da família, durante 10 anos; em caso de doença ou desemprego, as parcelas recebiam quitação social. “Não podemos darrr o peixe; o serrr humano tem que saberrr pescarrr”, resume num sotaque de berço alemão que trouxe de sua terra Königsberg, onde nasceu em 1º de julho de 1938. Königsberg foi anexada pela União Soviética ao término da Segunda Guerra Mundial, ganhou o nome de Kaliningrado – exclave russo no Báltico.
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