MT: Verso e reverso (142) – Wellington troca bolsonarista pela esquerda
EDUARDO GOMES
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Capítulo 142 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto destaca a fritura do pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante). O melhor título para este capítulo seria: PL de Wellington, em estado de traição explícita, troca um bolsonarista raiz pela esquerda.
Mato Grosso é um dos núcleos bolsonaristas mais expressivos. O bolsonarismo tem reconhecida força eleitoral, que no entendimento dos seus adeptos deveria ser convertida na eleição de senadores e deputados federais para enfrentar as correntes de esquerda, em Brasília. Em nome deste propósito, o deputado federal José Medeiros (PL) e o produtor rural Antônio Galvan (Avante) são pré-candidatos ao Senado. Naturalmentre os dois deveriam compartilhar o palanque de direita. Isso, porém, não acontecerá, pois o PL decidiu que ao invés de apoiar Galvan, trabalhará para a eleição da deputada estadual e presidente regional do MDB, Janaína Riva, para o Senado. Conclusão: ao invés de buscar este objetivo, a cúpula bolsonarista escolheu o caminho da divisão de forças.
A composição do PL com o MDB foi liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato a governador já homologado em convenção. Wellington cozinhou essa aliança em banho-maria, para não transparecer que sua preferência levava em conta o fato de ser sogro de Janaína Riva. O martelo sobre esta composição foi batido e anunciado no domingo (2), em Brasília, num encontro de Wellington com Flávio Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto.

GALVAN – Gaúcho de Sananduva, nascido em 13 de maio de 1957, Antônio Galvan cultiva em Sinop entre os pioneiros da sojicultura. Presidiu o Sindicato Rural daquele município e também a Aprosoja Mato Grosso e a Aprosoja Brasil. Galvan foi filiado a vários partidos. Pelo PTB, em 2022, recebeu a segunda maior votação para o Senado, com 337.003 votos (25,95%) e o pleito foi vencido por Wellington, que se reelegeu com 825.228 votos (63,54%).
Uma vergonha.