REI MORTO – Virgínia Mendes perde bajulação e sofre crítica

EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Rei morto, rei posto; rainha, também. Nos sete anos do governo de Mauro Mendes (UP) os sites – com as exceções de praxe, mas que não enchem uma Kombi – endeusavam a primeira-dama Virgínia Mendes. Nesta terça-feira (14), antes de completar uma quinzena que Mauro deixou o Palácio Paiaguás, Virgínia sai das melosas manchetes e sofre a primeira alfinetada.

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Li num dos sites mato-grossenses uma denúncia sobre a utilização da estrutura do governo para levar uma bolsa de Virgínia, para ela, na capital paulista. No longo ciclo da bajulação permanente (que o blog que não joga conversa fora não participou), em todas as cidades com veículos de Comunicação que recebiam verbas da Secretaria de Comunicação (Secom), Virgínia era destaque, às vezes com duas e até três matérias sobre ela na capa. Ela opinava sobre segurança, saúde, educação, transporte, esporte, lazer, enfim sobre tudo – e era citada incansáveis vezes como sendo a idealizadora do programa habitacional SER Família, que na verdade é ancorado no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, sem que os deputados estaduais petistas Lúdio Cabral e Valdir Barranco abrissem a boca para botar a verdade nos devidos lugares. Isso sem falar no destaque que ganhava para informar a Mato Grosso que ela foi escolhida madrinha disso, daquilo e aquilo outro.

A máxima adaptada para Rainha morta, rainha posta chegou muito cedo. As duas partes se completam e se merecem. Sinto-me feliz por não fazer parte do time do oba-oba remunerado e não vejo isso como virtude, mas como postura que deveria ser regra e não exceção.

PS – Recebo e arquivo dezenas de releases de Virgínia Mendes, distribuídos por uma agência chamada POP Assessoria. Interessante é que todos os informes têm algum tipo de ligação com o governo, o que me leva a questionar: a POP Assessoria tem bola de cristal ou alguém do governo a municiava?

Foto: Divulgação POP Assessoria

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