MT: Verso e reverso (49) – Deputado Mário Juruna
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Quadragésimo nono capítulo da Série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente.
Líder indígena Xavante, Mário Juruna caiu como luva para Leonel Brizola, que anistiado, voltava do exílio e tentava se eleger governador do Rio de Janeiro, pelo PDT, nos braços do populismo, o que conseguiu. Brizola o lançou candidato a deputado federal por seu partido. O Rio deu o mandato a ele em 1982, com rechonchudos 31 mil votos.
Juruna ficou famoso nacionalmente por andar com um gravador – novidade tecnológica à época – e gravar compromissos de políticos, que nunca eram cumpridos.
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Nascido em 3 de setembro de 1943 na aldeia Namunkurá, na Terra Indígena São Marcos, perto de Barra do Garças, Mário Dzuruna Butsé, o Mário Juruna, morreu na noite de 17 de julho de 2002, aos 59 anos, no Hospital Santa Lúcia, em Brasília – onde morava – vítima de complicações renais e pneumonia em decorrência do diabetes e deixou 10 filhos de dois casamentos.
Juruna saiu da aldeia, entrou na política e chegou ao folclore. Indivíduos com biótipo parecido com o dele, invariavelmente são apelidados com seu nome.
Indiferente a Juruna, que foi o primeiro índio eleito para o Congresso Nacional, Mato Grosso não reverencia sua memória. Foi jogado na galeria do esquecimento.
PS – Continuem lendo a série. Amanhã (18) o capítulo 50.