MT: Verso e reverso (107) – Jato da Gol cai em Peixoto de Azevedo

Eduardo Gomes

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Capítulo 107 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza o acidente com o avião da Gol, que matou seus 154 ocupantes.

Às 20 horas do dia 29 de setembro de 2006 no município de Peixoto de Azevedo, um choque a 37 mil pés de altura entre um Boeing-737 da Gol Linhas Aéreas com um jato executivo Legacy 600 da companhia norte-americana Excel Aire matou os 154 ocupantes do primeiro avião, sendo que seis eram tripulantes. Os dois pilotos e os cinco passageiros do Legacy não se feriram e em razão do impacto sofrido pela aeronave seus pilotos Joseph Lepore e Jean Paul Paladino fizeram um pouso de emergência do Campo de Provas Brigadeiro Velloso, mais conhecido como Base Aérea do Cachimbo, da Força Aérea Brasileira (FAB) no Pará.

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O avião da Gol voava de Manaus para o Rio de Janeiro com escala em Brasília. O Legacy seguia de São José dos Campos (SP) para Manaus onde faria uma escala para atendimento de exigência alfandegária e depois seguiria para os Estados Unidos, onde a Excel tem base operacional.

O inquérito que apurou as causas do acidente revela que o Legacy voava com o transponder – peça do sistema de detecção de outras aeronaves – desligado.

O jato executivo bateu na chamada barriga do avião da Gol e abriu um buraco em sua fuselagem, o que provocou sua desintegração estrutural e ele caiu na reserva indígena Capoto/Jarina. Quase uma década depois, os dois pilotos foram condenados pelo juiz federal Murilo Mendes, de Sinop, a penas de três anos, um mês e 10 dias em regime aberto, por atentado contra a segurança do transporte aéreo, mas eles não a cumpriram, pois os Estados Unidos, onde residem, não os extraditaram e a condenação de ambos prescreveu.

O cacique Raoni Metuktire, líder do povo caiapó aldeado na área onde o jato caiu, cobrou indenização por danos espirituais. O Ministério Público Federal defendeu os indígenas, e em 2017, a Gol firmou um acordo pelo qual pagaria 4 milhões em indenizações.

PS – Continuem lendo a série. Amanhã (25), o capítulo 108.

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