Janaina Riva e a voz das urnas
Por
Eduardo on 4 de outubro de 2026
Eduardo Gomes
@andradeeduardo gomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Consciência é voz que não precisa barulho para se fazer ouvir. Com esta frase defino bem a candidatura da deputada estadual Janaína Riva (MDB) ao Senado. Nenhum político mato-grossense ganhou tanto espaço na mídia e tamanhos elogios quanto ela; e as pesquisas que tradicionalmente erram grotescamente, foram além de sua capacidade de não retratar a realidade e lhe davam folgada vantagem para a conquista de uma cadeira. Porém, a consciência falou mais alto e retirou da vida pública a herdeira política de José Riva, que foi o maior ficha suja do Brasil.
Os números são frios, exatos e refletem bem a alma mato-grossense. A campanha de glamour de Janaína Riva não convenceu. O eleitorado que lhe disse não tem em sua composição o povo que entendeu que sua candidatura ao Senado, e a de seu sogro, Wellington Fagundes (PL) ao governo, levariam para o poder não somente José Riva, mas seu grupo que no passado não muito distante dominava os poderes políticos em Mato Grosso.
Ao longo da campanha experimentei a sensação do assédio judicial. Janaína Riva moveu ações contra mim, por se sentir ofendida com meus textos, que nada mais eram do que a voz ora manifestada nas urnas por Mato Grosso.
Boto na bagagem da longevidade de minha profissão, o assédio judicial sofrido e o carrego de cabeça erguida, alegre e honrado, mesmo sangrando pelos males que me causou.
Obrigado Mato Grosso. Nem sempre Justiça se faz nos tribunais quando o país está a um passo da bancarrota institucional, mas nas urnas a Justiça não falha, uma vez que povo é juiz que não erra.