Investigado por suposta lavagem de dinheiro, Alcino bolsonariza seu caso
Por
Eduardo on 25 de setembro de 2026
Eduardo Gomes
@andradeeduardo gomes
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Alcino Barcelos se diz vítima de perseguição política, pois segundo ele, seu nome estaria em terceiro ou quarto lugar na corrida pela Assembleia Legislativa. A ‘perseguição’ a que ele se refere foi uma operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público, que cumpriu 12 mandados judiciais, sendo ele o principal alvo, por suspeita de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa em contratos da Prefeitura de Pontes e Lacerda, entre 2017 e 2024, quando foi prefeito do município. Em sua defesa ele associou seu caso ao do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Candidato a deputado estadual pelo PL, Alcino Barcelos está no centro de um escândalo que mal começou a ser apresentado. O Naco apura um suposto esquema entre Alcino Barcelos e a empresa Concretubos Pré-Moldados, em sete contratos, dos quais, cinco entre 2022 e 2023, que, corrigidos, somam 5,78 milhões. A apuração leva em conta números e dados revelados peloConselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Alcino Barcelos não conversou com a Imprensa. Gravou um vídeo, onde se diz vítima de perseguição política, e fez analogia de seu caso com o do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele não deu detalhes, não falou sobre valores e defendeu a Concretubo, chamando-a de ‘coitada’. O candidato a deputado estadual explicou que na busca e apreensão em sua casa foi encontrada uma garrucha calibre 28, que recebeu de presente do pai, que a arma não tinha munição e era guardada com cuidado. Lembrou ainda que houve apreensão de dinheiro, mas não citou o montante, observando que a dinheirama não estava escondida, mas em seu quarto.
Alcino Barcelos observou que a operação poderia ter sido realizada há 90 dias, o que lhe daria tempo para se defender, mas que ela aconteceu às vésperas da eleição. Desabafou que “(sic) estão usando a Justiça para cometer injustiça”.
IMPACTO – A operação contra Alcino Barcelos atinge a legenda do PL para a Assembleia Legislativa, pois ele é um dos puxadores de votos. Inevitavelmente em cenários assim o candidato tende a perder votos. Se o rombo for muito grande, poderá tomar uma cadeira do PL, partido que na avaliação de analistas deverá eleger três deputados estaduais extraídos do pelotão formado por Gilberto Cattani, Samantha do Abílio, Dra. Luciana Horta, Alcino Barcelos e Faissal, não necessariamente nesta ordem.