Acostamento manga curta sofre crítica seletiva de Sérgio Ricardo

Eduardo Gomes

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A pose cinematográfica de Sérgio Ricardo

Nesta segunda-feira,  11, Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) distribuiu releases com foto ilustrativa, criticando o acostamento da rodovia BR-163, no Nortão, que foi construído pela concessionária Nova Rota do Oeste, do governo mato-grossense. O conselheiro também criticou a qualidade da obra como um todo. No tocante ao acostamento, Sérgio Ricardo foi seletivo, postura que não é recomendável aos homens públicos.

Sérgio Ricardo se elegeu deputado estadual em 2002, no mesmo pleito em que Blairo Maggi conquistou o governo. Empossados, os dois políticos estiveram no poder num ciclo de pavimentação de várias rodovias estaduais em todas as regiões.

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O governo de Blairo implantou o programa rodoviário Estradeiro, que pavimentou rodovias – muitas por meio de parcerias público-privadas, as chamadas PPPs Caipiras. Sérgio Ricardo na Assembleia sabia da execução das obras e participou da inauguração de várias. Todas as rodovias pavimentadas no governo de Blairo têm acostamento manga curta – exatamente como a BR-163 que hoje o assustou e o levou aos sites. Sérgio Ricardo nunca criticou Blairo pelo acostamento manga curta, nem mesmo quando presidiu a Assembleia.

Sérgio Ricardo também foi deputado em parte do governo de Silval Barbosa – que sucedeu Blairo – que também pavimentou rodovias com acostamento manga curta, e seu silêncio foi tão sepulcral quanto no tocante ao governo anterior.

A crítica agora é seletiva. O silêncio de Sérgio Ricardo ontem não o credencia a criticar agora. Outras figuras públicas podem criticar, mas não aquelas que abençoaram os acostamentos manga curta de ontem.

Tomo a internet por testemunha para afirmar que várias vezes critiquei esse tipo de acostamento. Critiquei não somente agora, mas no passado, também.

Foto: Assessoria/TCE

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