Achaque e candidatura a peso de ouro

Eduardo Gomes

@andradeeduardo gomes

eduardogomes.ega@gmail.com

 

A campanha eleitoral em Mato Grosso entra em sua reta final, e não somente nela, mas, também, no período mais vergonhoso de conchavos financeiros e de vantagens entre quatro paredes.

O que acontece?

Candidatos a deputado estadual e deputado federal que não conseguiram emplacar perante o eleitorado procuram o líder de seu partido ou confederação com duas propostas: ou recebem dinheiro em caixa dois ou desistem da disputa eleitoral. Ambos os cargos elegem pela legenda, o quociente eleitoral. Todo político sabe disso. Diante do achaque, mas sabedor que os votos do candidato farão falta para a legenda, a negociação invariavelmente acontece, muito embora todos a neguem. Um ex-candidato a deputado estadual em pleito anterior admitiu ter feito tal jogada, que segundo ele, inclui o rodízio parlamentar, que leva  suplente de deputado com três, quatro mil votos ao plenário; a fonte acrescentou que não chegou a ocupar cadeira na Assembleia pelo sistema de rodízio parlamentar, por conta de sua distante suplência, mas revelou que conseguiu um cargo comissionado para sua mulher.

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Todas as chapas têm nomes que se destacam, secundadas por candidatos com desempenho médio e fraco, cujos votos são imprescindíveis para o desempenho da legenda. Enquanto a população acompanha a divulgação das pesquisas de intenção de votos, as sombras se movimentam entre quatro paredes nesta terra de democracia financeira, politiqueira e de continuidade a peso de ouro de candidatura sem viabilidade.

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