Nenhuma chapa dos pré-candidatos ao governo está completa. Em todas, falta o vice ou a vice e todos os partidos e federações buscam nomes com lupa. O período em que “vice bom era aquele que não espantava votos”, passou. A composição da chapa é importante, e mais importância ela ganha quando se vê que nas 11 eleições majoritárias estaduais disputadas após a redemocratização, cinco vices chegaram ao poder, incluindo o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que substituiu Mauro Mendes recentemente.
A escolha do vice ou da vice passou a observar dois quesitos considerados importantes: o equilíbrio de gêneros, com um homem e uma mulher, e o aspecto geográfico, pois a quase continentalidade mato-grossense impõe que a chapa se forme com um nome da área metropolitana de Cuiabá e outros do interior ou da fronteira.
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Em busca de composição, os principais nomes que se apresentam na pré-campanha ao governo permanecem sozinhos: Otaviano Pivetta (Republicanos), que tentará a reeleição, é de Lucas do Rio Verde; o senador Wellington Fagundes (PL), de Rondonópolis; o senador Jayme Campos (UP), de Várzea Grande; e a médica estreante Natasha Slhessarenko (PSD), de Cuiabá. Nenhum fala em vice, e quando o assunto surge é prontamente deixado de lado.
HISTÓRICO – Antes do golpe militar de 1964 não havia reeleição para governador, e durante aquele regime, também não. Em 1982, com a volta da plenitude democrática, os governadores passaram a ser eleitos pelo voto popular, o que não acontecia durante o ciclo dos militares no poder. Porém, a reeleição ao governo somente foi permitida a partir do pleito de 1994.
De 1982 a 2022 foram realizadas 11 eleições para governador. No período, em Mato Grosso foram eleitos: Júlio Campos (1982), Carlos Bezerra (1986), Jayme Campos (1990), Dante de Oliveira (1994/98), Blairo Maggi (2002/06), Silval Barbosa (2010), Pedro Taques (2014) e Mauro Mendes (2018/22).
Júlio renunciou para disputar e vencer a eleição para deputado federal. Assumiu o vice Wilmar Peres de Farias, que concluiu o mandato.
Bezerra deixou o governo e concorreu ao Senado, sem sucesso. Assumiu o vice Edison de Freitas; Edison sofreu um acidente aéreo em Chapada dos Guimarães e o presidente da Assembleia, Moisés Feltrin, assumiu o cargo constitucionalmente por 34 dias até transmiti-lo a Jayme Campos, eleito em 1990, e que permaneceu no cargo até o final do mandato.
Dante foi eleito em 1994 e reeleito em 1998. Seu primeiro vice foi Márcio Lacerda, e o segundo, Rogério Salles; Dante renunciou para disputar o Senado e foi derrotado, e Rogério o sucedeu.
Blairo foi eleito em 2002 com a primeira – e até agora a única – mulher a exercer o cargo de vice-governadora, Iraci França. Em março de 2010 Blairo renunciou, disputou o Senado e foi eleito. Assumiu o vice Silval Barbosa, que em outubro daquele ano, foi eleito para o cargo.
Em 2014 Pedro Taques venceu a eleição para o governo e o concluiu sem vice, pois Carlos Fávaro renunciou ao cargo. Taques tentou a reeleição e foi batido em primeiro turno por Mauro Mendes, com o vice Otaviano Pivetta. Em 2022 Mauro e Pivetta repetiram a chapa e novamente foram vencedores. Neste ano Mauro renunciou para disputar o Senado, Pivetta assumiu o governo, e tenta se eleger governador.
PARLAMENTO – Por morte, renúncia, cassação e nomeações para o Tribunal de Contas, suplentes assumem cadeiras nos Parlamentos.
Na legislatura em curso na Câmara dos Deputados, os suplentes Nelson Barbudo e Rodrigo da Zaeli, ambos do PL, ganharam a titularidade. Barbudo substitui Amália Barros, que faleceu; e Zaeli ocupa a cadeira que foi de Abílio Brunini, que se elegeu prefeito de Cuiabá.
Em legislaturas anteriores a representação parlamentar foi alterada, com a morte do senador Jonas Pinheiro, substituído pelo suplente Gilberto Goellner; e do deputado estadual Sílvio Fávaro, vítima da covid-19, por Gilberto Cattani (PL); dentre outros.