Boa Midia

Policlínica Dr. Fausto de Souza Faria, para todos

EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com

 

O ex-prefeito Dr. Fausto Faria

Muito além das ideologias e das paixões eleitorais. Assim a saúde pública tem que ser vista, pois a mesma existe e tem por objetivo atender o cidadão. Na sexta-feira (6), quando o prefeito Cláudio Ferreira (PL) e o superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Altir Peruzzo (PT), assinarem a ordem para a construção da Policlínica Regional de Vila Operária, os melhores sentimentos de Rondonópolis e dos 18 municípios que recorrem àquela cidade em busca de atendimento médico deverão ser manifestados sobre a obra, mas sem que o sentimento ideológico radical que nasceu da disputa entre Jair Bolsonaro e Lula se junte aos demais, pois o cenário é de convergência e não da estúpida divergência que dá o tom político nacional sem excluir a Terra de Rondon, Daniel Moura e Irmã Luiza.

A policlínica de Vila Operária será o piloto de um programa nacional de policlínicas regionalizadas. O projeto prevê sua operacionalização em três anos. Os recursos que bancarão a obra e equipamentos são do governo federal – 17 milhões, e da prefeitura, com uma contrapartida de 6 milhões, e o terreno medindo 15.458 m² adquirido por cerca de 14 milhões. Essa montanha de dinheiro ainda assim não será suficiente para seu pleno funcionamento. Muitos itens para serem adquiridos precisarão de mais dotação, quer seja por meio de aporte do governo estadual e ou de emendas parlamentares.

Portanto, a policlínica não tem pai. Seus laços serão com os pacientes do SUS residentes em Rondonópolis, Alto Garças, São José do Povo, Alto Araguaia, Pedra Preta, Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino, Guiratinga, São Pedro da Cipa, Araguainha, Itiquira, Alto Taquari, Campo Verde, Poxoréu, Tesouro, Santo Antônio do Leste e Paranatinga, que em 2029, quando de sua inauguração, terão cerca de 610 mil habitantes.

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Construída acima das ideologias e de modo suprapartidário a policlínica estará de portas abertas a todos, indistintamente. Sua conquista deve-se em primeiro lugar ao presidente Lula da Silva, pelo programa das policlínicas regionais. Que outras ações compartilhadas de governo sejam canalizadas para Rondonópolis, cidade  moderna, com matriz econômica rural, perfil exportador e habitada em seu e nos municípios no entorno, por uma considerável parcela populacional carente, que necessita da saúde pública.

Que ao seu funcionamento rotineiro a policlínica acrescente a função de hospital-escola para atender o Internato e a Residência da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) sem prejuízo da construção de um hospital universitário, e da continuidade dessas atividades no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella e na Santa Casa de Maternidade.

A policlínica receberá um nome. Espero que Cláudio Ferreira, a Câmara Municipal e o governo federal escolham um que preserve a memória de alguém que atuou na saúde pública em Rondonópolis e que ao mesmo tempo tenha sido político. Caso a escolha recaía sobre o médico, ex-vice prefeito e ex-prefeito Dr. Fausto de Souza Faria, que morreu aos 77 anos, em 5 de maio de 2021, vítima da covid-19 ficarei feliz porque é bom ver Rondonópolis sendo Rondonópolis acima da paranoia que não respeita memória, valores e o direito ao contraditório.

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