MT: Verso e reverso (65) – Moisés Franz
EDUARDO GOMES
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Capítulo 65 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza o pré-candidato a governador Moisés Franz (PSOL).
Em 2018 nas voltas que somente a política sabe dar, Moisés Franz entrou na disputa ao governo, apesar de ser desconhecido nos municípios da área territorial mato-grossense, que pretendia governar. Mas, afinal, quem é ele? ‘Cuiabanense’ – mistura de cuiabana com catarinense – nascido em Poá (SP), uma das menores cidades do Brasil, Moisés Franz é um dos filhos da miscigenação entre mato-grossenses natos e as levas de migrantes que batiam às portas do gigantesco Estado que se estendia do Amazonas ao Paraná, em busca de oportunidade. Seu pai, Paulo Franz, funcionário da Companhia Cervejaria Cuiabana, que envasava Brahma Chopp, veio para Cuiabá trabalhar na fabricação daquela cerveja. Aqui, conheceu Almira Angelina. Os dois se apaixonaram sob o luar da capital que ensaiava os primeiros passos para trocar o provincianismo pela moderna metrópole de agora, com 692 mil habitantes. O casal mudou-se para o interior paulista, onde Moisés Franz nasceu. Sua mãe morrendo de saudade do universo cuiabano determinou: vamos voltar. Ele aos 9 anos chegou e não quer sair nunca mais. De família humilde, passou a infância e juventude no bairro da Lixeira, onde continua sendo reconhecido por seus laços de família, “é neto de dona Bugrinha”. Aluno da rede pública, estudou na Escola Presidente Médici, no bairro Araés. Bancário. Tecnólogo de Desenvolvimento de WEB e designer, com pós-graduação em Segurança da Informação, em 1988 foi admitido no extinto Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), agora MTI, por uma seleção externa com mais de 1.500 concorrentes. Sindicalista, atuou no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos Públicos de Informática (Sindpd). Tem um casal de filhos cuiabanos.
Em 2018, filiado ao PSOL, Moisés Franz recebeu 19 mil do Fundo Partidário para tocar a campanha pela federação formada por seu partido com a Rede Sustentabilidade. No horário eleitoral gratuito seu tempo era de 15 segundos – mais ou menos assim: meu nome é Moisés Franz e não tenho recursos financeiros…
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Mesmo com toda a limitação, Moisés Franz recebeu 14.724 votos e não perdeu o entusiasmo. Novamente quer concorrer ao governo, mas desta vez enfrenta uma barreira: o Procurador Mauro, figura central do partido aderiu ao PSD do senador Carlos Fávaro, pelo qual é pré-candidato a deputado federal. Moisés Franz acredita que o presidente do PSOL, José Roberto de Freitas Cavalcante, planeja ‘alugar’ o PSOL para Fávaro e a pré-candidata ao governo, Natasha Slhessarenko (PSD). Esse pé atrás leva em conta a aproximação de José Roberto com o senador, e o esvaziamento que ele dá às manifestações por candidaturas majoritárias de sua sigla.
Moisés Franz observa que o Procurador Mauro deixou o partido, mas que seus irmãos e seus companheiros no grupo familiar de lambadão da família Lara – sobrenome do procurador – ajudam a travar todos os planos para a disputa ao governo e ao Senado.
