Boa Midia

Sérgio Ricardo defende BUD

EDUARDO GOMES

@andradeeduardogomes

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu a implantação do Bonde Urbano Digital (BUD) ao invés do BRT – sucessor do projeto VLT – em Cuiabá e Várzea Grande. Creio que Sérgio Ricardo domina bem a questão do transporte coletivo, afinal ele participou da comitiva mato-grossense que foi ao Porto, em Portugal, conhecer o VLT.

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A comitiva tinha em sua composição (esq./dir.) Eder Moraes (secretário de Estado), Silval Barbosa (então governador), José Riva (mandachuva na Assembleia), Guilherme Maluf (à época deputado estadual e agora conselheiro do TCE) e Sérgio Ricardo (então deputado estadual). Segundo o à época assessor do vice-governador Chico Daltro, Rowles Magalhães, que também foi ao Porto, “integrantes do governo estadual” receberam R$ 80 milhões em propina para jogar no colo do Consórcio VLT Cuiabá formado pelas empresas C.R.Almeida, Santa Bárbara, CAF Brasil e Astep Engenharia a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, que tem orçamento de R$ 1,477 bilhão.

Rowles foi exonerado e o caso abafado. O VLT não fazia parte do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014, mas estava sendo construído para funcionar quando os jogos tivessem início.

Da comitiva, José Riva e Silval confessaram em delação premiada que chefiaram esquemas que surrupiaram os cofres públicos; José Riva admitiu o desvio de 175 milhões. Sérgio Ricardo foi afastado judicialmente do TCE em 2017, acusado de receber propina de Silval, e reintegrado em 2021 – juntamente com ele e sob as mesmas acusações foram afastados por períodos semelhantes, os conselheiros Valter Albano, Antonio Joaquim, José Carlos Novelli e Waldir Teis. O Supremo Tribunal Federal acaba de condenar Éder Moraes a 199 anos por corrupção, lavagem de dinheiro esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes envolvendo contratos do governo estadual entre 2006 e 2014.

Foto: Rowles Magalhães

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