Quinquagésimo sexto capítulo da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza a Emenda das Diretas.
Dante de Oliveira deu o tiro democrático de misericórdia no regime de 1964.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que ganhou o Brasil com o nome de Emenda das Diretas ou Diretas- Já, pedia eleição direta para presidente da República. Seu autor foi o deputado federal mato-grossense Dante de Oliveira (PMDB).
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A votação começou em 24 de abril de 1984, avançou pela madrugada do dia 25 e não foi aprovada, mas despertou a consciência coletiva de que era hora de dizer basta à ditadura.
Para ser aprovada pela Câmara e seguir para o Senado, a emenda precisaria de dois terços dos votos dos 320 deputados federais, o que não aconteceu. A propositura de Dante recebeu 298 votos, 65 parlamentares foram contrários e 113 não compareceram ao plenário. A bancada mato-grossense se dividiu. Dante, Gilson de Barros, Milton Figueiredo e Márcio Lacerda a aprovaram. Maçao Tadano votou contra, e se ausentaram Bento Porto, Jonas Pinheiro e Ladislau Cristino Cortes – o Lalau.
A famosa emenda transformou seu autor em vulto nacional e lhe conferiu o título de Homem das Diretas. Engenheiro civil por formação, político por paixão, o cuiabano Dante de Oliveira foi deputado estadual, deputado federal, duas vezes prefeito de Cuiabá, ministro de Estado e governador de Mato Grosso em dois mandatos consecutivos.
Dante nasceu em Cuiabá, no dia 6 de fevereiro de 1952, onde morreu vítima do diabetes, em 6 de julho de 2006.
PS – Continuem lendo a série. Segunda-feira (27), o capítulo 57.
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