MT: Verso e reverso (157) – Aroldo Marmo fundou um dos principais jornais do Centro-Oeste
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Capítulo 157 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto destaca o jornalista, empresário e político Aroldo Marmo de Souza.
Com cinco pessoas a bordo. Pesado, o avião decola na curta pista no município de Paranatinga. O comandante Tinoco fez o que estava a seu alcance, mas tocou numa cerca na cabeceira. A aeronave caiu. Explodiu. O piloto e dois passageiros morreram. O calendário estampava sexta-feira, 19 de setembro de 1980. Naquela data fatídica Aroldo Marmo de Souza entrou para a história.
No final dos anos 1960 e começo da década seguinte Rondonópolis parava para ouvir e se informar com o “Homem do Plá”, na Rádio Braniff AM. Aroldo era esse personagem titular de um programa jornalístico que tinha audiência absoluta na cidade e região.
O microfone tornou Aroldo conhecido e o arrastou ao mundo político. Jornalista formado pela Universidade Casper Líbero, de São Paulo – capital, onde nasceu – seu encontro com Rondonópolis não foi casual. Em 1968 chegou à cidade que o adotou e foi por ele adotada para assumir a gerência-geral da Braniff – emissora que ganhou esse nome porque seu dono, certa feita, voou para os Estados Unidos num avião da Braniff e gostou da companhia aérea.
Dinâmico, com invejável capacidade de raciocínio, boa voz e excelente oratória, Aroldo passou a acumular o escritório da gerência com o estúdio.
O ano de 1970 marcou a vida de Aroldo. Casou-se com a professora Maria Janice Logrado, que incorporou o sobrenome “Souza” e fundou aquele que se tornaria um dos mais importantes jornais do Centro-Oeste, o A Tribuna, que também é um dos mais antigos diários em circulação nessa região.
Aroldo e Janice mal desceram do altar e mergulharam no sonho de transformar o embrionário A Tribuna no referencial da comunicação em Rondonópolis.
Em 1972, Aroldo candidatou-se a vereador por Rondonópolis pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), recebendo 2.337 votos. Proporcionalmente foi o mais votado do Brasil naquele pleito e somente em 1996 – 24 anos depois – esse quantitativo de votos foi superado por uma candidatura ao mesmo cargo naquele município. Desencantado com a política, renunciou.
Circulando ininterruptamente desde 7 de junho de 1970, A Tribuna alcançou um patamar maior do que aquele sonhado por Aroldo e Janice quando de sua fundação: virou patrimônio de Rondonópolis e do povo rondonopolitano, incorporando-se de tal modo à cidade que se funde e se confunde com ela.
Desde o adeus do fundador, A Tribuna é dirigida por Janice e seu irmão e sócio Samuel Logrado – ele, além de jornalista é engenheiro civil.
Rondonópolis reverencia a memória do fundador do jornal A Tribuna. Anualmente a Câmara Municipal outorga a Medalha Aroldo Marmo de Souza aos comunicadores que se destacam na divulgação e que prestam relevantes serviços ao município.
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Capítulo 157 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto destaca o jornalista, empresário e político Aroldo Marmo de Souza.