MT: Verso e reverso (153) – Xavantes atacaram uma casa nesta cidade e fizeram uma chacina
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Capítulo 153 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto destaca um ataque Xavante a Campinápolis, que resultou numa chacina.
Campinápolis, no Vale do Araguaia, é o único município mato-grossense onde a população predominante é indígena. Com 8.453 aldeados, os xavantes representam 55,08% dos 15.347 habitantes do município, onde há algumas legislaturas conquistam cadeiras na Câmara, apesar da pulverização de candidaturas entre os diversos partidos. A presença dos xavantes na cidade é intensa e eles estão praticamente em todas as atividades sociais e políticas. O ataque tema deste capítulo não deixou sequelas e o tempo não somente cicatrizou, como também volatilizou o episódio.
No Vale do Araguaia, aldeados e a sociedade envolvente convivem harmonicamente, mas um dos poucos conflitos com indígenas resultou num banho de sangue em Campinápolis.
Em 1996, xavantes da Terra Indígena Parabubure mataram três moradores de Campinápolis a golpes de machadinha e bordunas e com flechadas.
Uma das vítimas foi assassinada na Aldeia Santa Luzia, na sexta-feira, 19 de fevereiro. Na segunda-feira seguinte, índios foram à cidade, invadiram uma residência e mataram três homens da mesma família. Uma das vítimas foi o líder sem-terra Devair Francisco, o Chicão, que dias antes, bloqueou a ponte sobre o rio das Mortes, na BR-158, na zona urbana de Nova Xavantina, protestando contra a política agrária
nacional. A ponte foi desobstruída por um efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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Capítulo 153 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto destaca um ataque Xavante a Campinápolis, que resultou numa chacina.