Pedro Taques assumiu hoje (7) a presidência regional do PSB e está em campo sonhando em ser senador. Taques substitui outro Taques, o vereador por Cuiabá, Ilde Taques, que foi destituído da presidência em dezembro e o cargo estava formalmente vago, muito embora o parlamentar permanecesse afirmando que estava à frente da sigla. A recente filiação de Taques e o comando do partido são peças do jogo político que leva muita coisa em consideração, menos a fidelidade partidária, pois sua chegada coincide com a limpeza das gavetas pelo presidente da Assembleia, Max Russi, que sai do PSB e corre para o colo do Podemos, com o plano de ser candidato ao governo.
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Taques foi senador pelo PDT em 2010 e quatro anos depois,venceu a eleição para governador, pelo mesmo partido, com 57,15% dos votos no primeiro turno. Em 2018 ele tentou a reeleição, pelo PSDB, e foi o primeiro governador mato-grossense que não conseguiu o segundo mandato consecutivo depois da redemocratização, tendo ficado em terceiro lugar no pleito vencido por Mauro Mendes (DEM), com Wellington Fagundes (PL) em segundo.
Depois da derrota ao governo, Taques disputou mais uma eleição: em 2020 concorreu na eleição suplementar ao Senado, pelo Solidariedade, ficando em sétimo lugar entre os 11 candidatos e o pleito foi vencido por Carlos Fávaro (PSD).
Massa falida
Com os deputados estaduais Max, Fabinho, Beto Dois a Um e Dr. Eugênio, e controlando algumas prefeituras intermediárias, o PSB está entre os principais partidos em Mato Grosso. Mas com o adeus de Max, ele murchará e ficará nanico, a menos que Taques arraste figuras de peso eleitoral para suas fileiras. Sem exagero, com a saída do presidente da Assembleia, o PSB vira massa falida eleitoralmente.
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Max não deverá arrastar consigo nenhum dos deputados do seu ainda partido, mas haverá verdadeira aluvião de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, além de outras figuras com peso eleitoral em seus municípios. Os deputados estão preocupados com a reeleição, e o Podemos pode ser uma armadilha para eles, além, é claro, de alguns compromissos políticos, como é o caso de Beto Dois a Um, que reza cegamente pela cartilha de Mauro Mendes e que não o deixará nem que a vaca tussa; Dr. Eugênio é cauteloso e ainda não sinalizou se acompanhará Max, mas tudo indica que ele ficará no palanque do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tentará o governo com a bênção de Mauro Mendes; e Fabinho está na beira do barranco com o anzol e a isca, mas não sabe onde o jogará, porque se não pescar, será o fim de sua curta carreira política.
FESTA – Nos próximos dias Taques fará festa em Brasília ao lado de Geraldo Alckmin e de João Campos, para celebrar sua nova sigla partidária. Enquanto isso, permanece batendo na tecla de gravar vídeos criticando Mauro Mendes, mas estranhamente poupando os demais virtuais concorrentes.
Rosariense, mas nascido em Cuiabá por falta de maternidade em Rosário Oeste, José Pedro Gonçalves Taques foi promotor e procurador da República, cargo que lhe rendeu fama por mandar figurões para trás das grades. Seu mandato manga curta no Senado, por quatro anos, pois renunciou para assumir o governo e foi substituído pelo suplente José Medeiros (PPS), lhe permite falar de seu desempenho parlamentar, porém sua administração no governo, por cautela – creio – deveria ser deixada de lado nesta terra de Grampolândia Pantaneira. Em suma, lá vem o Pedro, de novo.
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