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Conflitos, boletins de ocorrência e suspeita sobre gerenciamento de síndico no Condomínio Brasil Beach

Justiça determina eleição de síndico com segurança reforçada após escalada de conflitos e indícios em apuração

 

O Brasil Beach

A Justiça de Mato Grosso determinou que a próxima eleição de síndico do Condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, seja realizada com segurança privada reforçada, diante do histórico de conflitos registrados entre moradores e da crescente judicialização envolvendo a administração condominial. O Brasil Beach é condomínio classe A e um dos melhores do Centro-Oeste.

A decisão foi proferida pela juíza da 11ª Vara Cível de Cuiabá, Olinda de Quadros Altomare, que destacou a necessidade de garantir a ordem, a segurança dos participantes e a lisura do processo eleitoral, considerando episódios anteriores de tumulto, interrupções de assembleias e registros de boletins de ocorrência.

Indícios ampliam o cenário de instabilidade

Além dos conflitos presenciais, o caso passou a ganhar maior complexidade com o surgimento de indícios documentados que estão sendo analisados, entre eles:

  • apontamentos de possível rombo financeiro em gestões anteriores;

  • registros de impostos supostamente não recolhidos, autorizados pelo ex-gerente predial;

  • questionamentos sobre contratos e indícios de superfaturamento;

  • tentativas de invalidação ou deslegitimação de auditorias independentes;

  • ataques públicos e exposição do conflito na mídia;

  • movimentação organizada de grupos internos com o objetivo de destituir a atual síndica por ter exposto as irregularidades encontradas .

Diante desse conjunto de fatores, especialistas em direito condominial avaliam que o caso ultrapassou a esfera administrativa e passou a configurar um conflito jurídico estruturado, exigindo medidas formais e estratégicas, conduzidas exclusivamente no campo legal.

Atuação jurídica e preservação institucional

Fontes com conhecimento do processo explicam que, em situações como essa, a orientação jurídica padrão é a adoção de medidas preventivas para resguardar a administração e o próprio condomínio, em especial porque a  última assembleia do foi interrompida por uma agressão por parte do  delegado  Gustavo Garcia, que  era contra a auditoria nas contas da ex-síndica, que é policial rodoviária e casada o delegado Antenor Pimentel.

No contexto analisado, a tentativa de derrubada da atual síndica também passou a ser observada com cautela. Segundo avaliações técnicas, movimentos dessa natureza costumam surgir em cenários nos quais há investigações em curso, auditorias em andamento ou receio de aprofundamento de perícias judiciais, o que reforça a necessidade de condução do caso exclusivamente pela via legal.

Eleição segue sem data definida

 

O condomínio é administrado de forma interina por Laura Campos, que assumiu após a renúncia em julho do ano passado  da policial rodoviária Thauana Nawa, que se desligou do cargo após forte pressão dos  moradores,  que encontraram indícios de gastos indevidos na ordem de mais de R$ 1 milhão de reais .

O caso foi parar justiça. Atualmente a ex- síndica, Thauana Nawa é defendida pelo ex-gerente predial do condomínio durante sua gestão, Henrique Schneiker, e tem como testemunhas dois conselheiros que deram parecer favorável às suas contas, Carlos Alberto Saldanha e Gilberto Sobreira jr.

A nova eleição ainda não tem data definida, mas deve ocorrer até a primeira quinzena de março deste ano. A gestão atual se encerra oficialmente em 1º de abril.

A determinação judicial de segurança reforçada tem caráter preventivo e busca assegurar que o processo eleitoral ocorra de forma organizada, segura e compatível com a complexidade do cenário vivido pelo condomínio. Esse impasse preocupa condôminos, que querem a volta da normalidade o mais rápido possível. Um condômino, que prefere o anonimato, lamenta, observa que o Brasil Beach é referência em condomínio e em padrão residencial, e acredita que a eleição com garantia de segurança permitirá que o amanhã seja igual ao ontem, quando episódios atípicos, como boletins de ocorrência não eram registrados.

Foto: Arquivo blogdoeduardogomes

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