Botelho, filhas de José Riva e o bezerrismo emparedam Thiago Silva
Eduardo Gomes*
@andradeeduardogomes
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Em meio a três concorrências predadoras, Thiago Silva deputado estadual pelo MDB e pré-candidato à reeleição é apontado por analistas como carta fora do baralho pelo grau de dificuldade que enfrentará em sua legenda e a disputa em Rondonópolis, sua base eleitoral.
Em 2022 o MDB elegeu quatro deputados estaduais: Janaína Riva, Dr. João, Thiago Silva e Juca do Guaraná. Na janela de filiação deste ano, Juca do Guaraná aderiu ao PSDB, e Thiago Silva teria botado os dois pés no Republicanos, mas de última hora permaneceu no partido do Dr. Ulysses Guimarães.
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Quando do vai não vai de Thiago Silva, no afunilamento da janela partidária, o União Brasil empurrou o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, para o MDB; essa manobra teria sido articulada pelo ex-governador Mauro Mendes, para desligar Botelho do diretório estadual do União Brasil, uma vez que Botelho é seguidor do senador Jayme Campos, que quer se candidatar ao governo por aquele partido, enquanto Mauro Mendes apoia o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao cargo.
Botelho foi eleito em 2022 com 51.998 votos e Thiago Silva com 30.506. Botelho, no entanto, não é a única dor de cabeça eleitoral para Thiago Silva. Neste fim de semana a empresária Jéssica Riva, que até então era citada enquanto pré-candidata a deputada federal, foi às redes sociais e anunciou sua pré-candidatura à Assembleia. De uma hora para outra, Thiago Silva vê Botelho e Jéssica Riva em seu caminho.
A chapa do MDB à Assembleia, segundo analistas, deverá conquistar duas cadeiras, que poderão ser as de Botelho e Jéssica Riva. O pelotão de candidaturas com menor potencial de votos – na avaliação de analistas – será composto por Dr. João, Thiago Silva, Léo Bortolin e Silvano Amaral.
