Wellington expõe Gilmar Mendes

Gilmar Mendes com Wellington…

Wellington Fagundes expõe Gilmar Mendes. O senador liberal disse nesta quarta-feira (4) ao site hipernoticias. com. br que, “o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi simpático ao pedido de prisão humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tem cuidado pessoalmente da articulação, conversando com o ministro Alexandre de Moraes e demais colegas, sobre a conversão do regime fechado em domiciliar”.

A conversa institucional entre o político e o magistrado, ocorrida na semana passada, e no texto postado pelo site, Wellington diz que abordou na conversa “a diferença do tratamento concedido a Jair e a Lula, que estava liberado para dar entrevistas e receber visitas, enquanto Bolsonaro precisa de autorização de Alexandre de Moraes”.

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Wellington é pré-candidato ao governo em Mato Grosso, que é um dos principais redutos bolsonaristas. Sua visita institucional a Gilmar Mendes, se usada politicamente junto ao eleitorado de Jair Bolsonaro, poderá desequilibrar a disputa eleitoral. A proximidade com o ministro, demonstrada pelo liberal Wellington acende todas as luzes de alerta dos políticos de outras correntes partidárias.

… e Chico Mendes, irmão de Gilmar Mendes, com Bolsonaro

A mídia informando que Wellington além de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, também criticou junto ao ministro a diferença de tratamento dada ao presidente Lula, quando esteve preso no Paraná, e ao ex-presidente na Papudinha, criará um fato político novo em Mato Grosso.

Qualquer mexida de peça que favoreça a Bolsonaro poderá ser creditada ao senador mato-grossense. Isso, porque Mato Grosso sabe que em abril do ano passado, na pre-campanha para prefeito, o ex-presidente foi a Diamantino – terra do ministro – levar seu apoio ao candidato a prefeito Chico Mendes, irmão mais novo de Gilmar Mendes. Além do afago, Bolsonaro liberou uma doação de 300 mil do Fundo Eleitoral do PL para a campanha de Chico Mendes, e o PL compôs sua chapa com o vice Antônio Martins Teixeira, o Antônio do Carol.

Diamantino não tem peso eleitoral. Para se avaliar sua realidade, Chico Mendes foi eleito com 7.205 votos (56,5%) e derrotou Kan (Novo),  5.543 votos (43,4%); foi sua terceira eleição ao cargo. É um município com 23 mil habitantes. A ida de Bolsonaro àquela cidade foi vista como deferência a Gilmar Mendes.

A assessoria de Wellington é rápida. Em pouco tempo os sites, jornais, rádios, televisão e revistas receberão releases sobre a conversa institucional do senador com o ministro. É lamentável que assim seja. A condenação e o cumprimento de pena por um ex-presidente da República (e de todos os cidadãos, sem exceção) – salvo melhor juízo – não podem chegar à mídia em forma de conversa de senador com ministro do STF sobre o fato, ainda mais para ser usada politicamente.

Fotos:

1 – Assessoria Wellington Fagundes

2 – congressoemfoco.com.br