Urnas adversas para Júlio Campos
Por
Eduardo on 5 de outubro de 2026
Eduardo Gomes
@andradeeduardo gomes
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O decano na Assembleia Legislativa e político há mais tempo em atividade, Júlio Campos (União), não conseguiu se reeleger deputado estadual e teve uma votação muito acanhada: 18.517 votos, dos quais 4.967 em sua cidade, Várzea Grande, onde ficou em sétimo lugar entre os candidatos ao cargo.
A derrota de Júlio Campos vai além do cargo que disputou. Ela chegará à eleição para prefeito em Várzea Grande, em 2028. O senador Jayme Campos (União), irmão de Júlio Campos é o candidato natural ao cargo, por seu grupo; Jayme Campos foi prefeito daquele município por três mandatos; sua mulher, Lucimar Campos, por dois mandatos; o pai de Jayme Campos, Fiote Campos, por dois mandatos; e Júlio Campos por um mandato. A família Campos tem tradição na administração daquele município, mas diante do resultado de Júlio Campos no domingo anterior, essa tradição poderá cair, caso Jayme Campos dispute a eleição.
Com Júlio Campos derrotado, e com o mandato de Jayme Campos no Senado terminando em janeiro, os Campos ficarão fora do poder, enquanto a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) se prepara para disputar a reeleição tendo em seu palanque Otaviano Pivetta ao qual apoiou para o governo, e claro, terá a recíproca.
Assim, o ciclo político de Júlio Campos, iniciado em 1972, quando foi eleito prefeito de Várzea Grande, chega ao fim. Para Jayme Campos também poderá significar o fim da linha política, situação essa que começou neste ano, ao ser vencido na convenção da Federação União Progressista que o derrotou na tentativa de ser candidato ao governo.