Um terminal ferroviário em Dom Aquino – com capacidade de embarque anual de 10 milhões de toneladas – e um trem para o mundo. Esta e a realidade.
A inauguração do terminal da Rumo Logística no município de Dom Aquino, neste sábado, 20 de junho, é um passo a mais para a ligação ferroviária de Santos a Miritituba, em Itaituba (PA), que ao entrar em operação criará um multimodal ferro-hidroviário com trajeto menor entre o porto de Santos e Manaus contemplando cidades paulistas, sul-mato-grossenses, mato-grossenses e paraenses no trajeto, além, é claro de operacionalizar a maior rota de commodities agrícolas brasileiros.
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O terminal de Dom Aquino amplia a malha rodoviária em 162 km tomando-se o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), que opera o maior terminal de cargas agrícolas do Brasil, que movimenta 40 milhões de toneladas anualmente. O avanço dos trilhos, pela ferrovia estadual Senador Vicente Emílio Vuolo é importante, e mais importância ainda terá no amanhã, pois a previsão é a de que até 2030 Mato Grosso aumente sua safra agrícola em 30% sem necessidade de desmatamento. Em suma, tanto Dom Aquino quanto Rondonópolis terão cargas suficientes para movimentar os comboios ferroviários, com dupla garantia: não faltarão produtos para embarcar, e o mercado internacional capitaneado pela China manterá a demanda pelos grãos, farelo de soja e outros itens da pauta de exportação.
Dom Aquino está no trajeto da ferrovia, com 742 km que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e que tem um ramal para Cuiabá. Quando o trem apitar em Lucas, certamente estará em construção a Ferrogrão, com 933 km ligando Sinop ao porto de Miritituba. O percurso entre Lucas e Sinop, obviamente despertará interesse empresarial e será construído, o que dará a Mato Grosso o maior trecho contínuo de uma ferrovia no Brasil, ligando suas divisas com Mato Grosso do Sul e Pará, num trajeto em meio às maiores lavouras de soja, algodão e milho do país.
CENÁRIO – Obra ferroviária é demorada, mas um dia acaba. Quando o trem percorrer os trilhos de Santos a Miritituba o Brasil dará seu maior salto logístico no transporte, pois o multimodal que liga Sumaré (SP) – centro distribuidor nacional – a Manaus, onde a Zona Franca produz eletroeletrônicos, motos, veículos etc. será deslocado de Belém para Mato Grosso, porque nem a atual nem nenhuma rota que se queira criar terá competitividade para concorrer com os trilhos mato-grossenses.
Com o deslocamento do modal para Mato Grosso, não haverá mais transporte rodoviário de Sumaré a Manaus, e o trecho navegável terá considerável redução. De Belém a Manaus, pelo rio Amazonas, o trajeto é de 1.606 km, e de Itaituba a Manaus, a distância cai para 995 km. Em ambos os percursos a navegação é considerada marítima, incluindo o trecho do rio Tapajós, de Miritituba a Santarém, na foz com o Amazonas.
POLÍTICA – O avanço do trem de Rondonópolis para Dom Aquino aconteceria mais dia menos dia, porém, sua conquista foi antecipada graças à criação da primeira ferrovia estadual brasileira, pelo então governador Mauro Mendes. Antes dessa iniciativa, a Rumo , que detém a concessão federal para explorar a ferrovia que liga Rondonópolis a Santos, não se interessou por sua expansão no sentido Norte, conforme prevê sua concessão.
O trem apitou em Rondonópolis em 2013 e não havia indicativo de que a Rumo avançasse com os trilhos. Com a criação da ferrovia estadual ela se interessou e foi a única empresa a disputar a concessão para construir e explorar o novo trecho ferroviário. A viabilização do projeto rumo a Lucas e Cuiabá recebeu financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
INAUGURAÇÃO – A inauguração do terminal levou ao local o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador Otaviano Pivetta; o presidente da Assembleia, Max Russi,;diretores da Rumo e os prefeitos dos municípios de Dom Aquino, Campo Verde, Primavera do Leste, Poxoréu, Paranatinga, Santo Antônio do Leste, General Carneiro e Novo São Joaquim, que compõem o polo de influência do terminal. Políticos de diversos partidos, que são pré-candidatos também participaram e não economizaram na gravação de vídeos para as redes sociais.
O terminal de Dom Aquino amplia a malha rodoviária em 162 km tomando-se o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), que opera o maior terminal de cargas agrícolas do Brasil, que movimenta 40 milhões de toneladas anualmente. O avanço dos trilhos, pela ferrovia estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, é importante, e mais importância ainda terá no amanhã, pois a previsão é a de que até 2030 Mato Grosso aumente sua safra agrícola em 30% sem necessidade de desmatamento. Em suma, tanto Dom Aquino quanto Rondonópolis terão cargas suficientes para movimentar os comboios ferroviários, com dupla garantia: não faltarão produtos para embarcar, e o mercado internacional capitaneado pela China manterá a demanda pelos grãos, farelo de soja e outros itens da pauta de exportação.
Dom Aquino está no trajeto da ferrovia, com 742 km que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e que tem um ramal para Cuiabá. Quando o trem apitar em Lucas, certamente estará em construção a Ferrogrão, com 933 km ligando Sinop ao porto de Miritituba. O percurso entre Lucas e Sinop, obviamente despertará interesse empresarial e será construído, o que dará a Mato Grosso o maior trecho contínuo de uma ferrovia no Brasil, ligando suas divisas com Mato Grosso do Sul e Pará, num trajeto em meio às maiores lavouras de soja, algodão e milho do país, um grande rebanho bovino, frigoríficos, usinas de etanol de milho e esmagadoras de soja.
CENÁRIO – Obra ferroviária é demorada, mas um dia acaba. Quando o trem percorrer os trilhos de Santos a Miritituba o Brasil dará seu maior salto logístico no transporte, pois o multimodal que liga Sumaré (SP) – centro distribuidor nacional – a Manaus, onde a Zona Franca produz eletroeletrônicos, motos, veículos e outros bens será deslocado de Belém para Mato Grosso, porque nem a atual nem nenhuma rota que se queira criar terá competitividade para concorrer com os trilhos mato-grossenses.
Com o deslocamento do modal para Mato Grosso, não haverá mais transporte rodoviário de Sumaré a Manaus, e o trecho navegável terá considerável redução. De Belém a Manaus, pelo rio Amazonas, o trajeto é de 1.606 km, e de Itaituba a Manaus, a distância cai para 995 km. Em ambos os percursos a navegação é considerada marítima, incluindo o trecho do rio Tapajós, de Miritituba a Santarém, na foz com o Amazonas.
POLÍTICA – O avanço do trem de Rondonópolis para Dom Aquino aconteceria mais dia menos dia, porém, sua conquista foi antecipada graças à criação da primeira ferrovia estadual brasileira, pelo então governador Mauro Mendes. Antes dessa iniciativa, a Rumo , que detém a concessão federal para explorar a ferrovia que liga Rondonópolis a Santos, não se interessou por sua expansão no sentido Norte, conforme prevê sua concessão.
O trem apitou em Rondonópolis em 2013 e não havia indicativo de que a Rumo avançasse com os trilhos. Com a criação da ferrovia estadual ela se interessou e foi a única empresa a disputar a concessão para construir e explorar o novo trecho ferroviário. A viabilização do projeto rumo a Lucas e Cuiabá recebeu financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
INAUGURAÇÃO – A inauguração do terminal levou ao local o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador Otaviano Pivetta; o presidente da Assembleia, Max Russi; diretores da Rumo e os prefeitos dos municípios de Dom Aquino, Campo Verde, Primavera do Leste, Poxoréu, Paranatinga, Santo Antônio do Leste, General Carneiro e Novo São Joaquim, que compõem o polo de influência do terminal. Políticos de diversos partidos, que são pré-candidatos também participaram e não economizaram na gravação de vídeos para as redes sociais.