Um ministério, sim; dois, não
Por
Eduardo on 12 de outubro de 2026
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Odílio Balbinotti ministro da Agricultura em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Vejo com naturalidade e lógica essa possibilidade. Porém, divulgar que Mauro Mendes é cotado para o ministério de Bolsonaro – repetindo que em caso de sua eleição – não faz sentido.
Mato Grosso praticamente não tem peso político nacional. Porém, sua condição de campeão nacional do agronegócio e pela relação que Balbinotti mantém com o clã Bolsonaro, seu nome ganha musculatura para o ministério, por mais que o Paraná o deseje.
Balbinotti seria ministro por sua ligação com os Bolsonaro, mas levaria na bagagem sua condição de grande empresário do agro, com visão sobre a realidade nacional e o mercado internacional, além de ser agrônomo e de ter coordenado a campanha presidencial em Mato Grosso – isso sem falar na sua generosidade financeira doando milhões para candidaturas de direita, inclusive a do Mito. Além disso, ele é primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL), que é do time de carne e unha com o Mito.
Mauro Mendes não tem a menor chance de ocupar ministério. Evidentemente Flávio comporá com o União Brasil, o partido do senador eleito e, segundo a mídia amiga, a um passo de ser ministro. Numa negociação assim prevalecerão nomes dos estados com maior eleitorado e Mato Grosso ficaria fora da possibilidade de indicação do nome.
A mídia, com as exceções de praxe, tem mania de generosidade com os poderosos locais. Em 1998 repórteres mato-grossenses não economizavam textos botando Dante de Oliveira na chapa que Fernando Henrique Cardoso montaria para tentar a reeleição. Numa reunião do PSDB em Brasília, Dante ficou na primeira fila do auditório enquanto FHC, Serra, Aécio, Tasso e outros cobrões ocupavam a mesa. Em tom otimista a Folha do Estado estampou em manchete no dia seguinte: “Prestigiado, Dante fica na primeira fila”. A bajulação continua com Mauro Mendes.