Mato Grosso tem encontro marcado com a verdade. Será na quarta-feira, 25 deste mês de março, às 9 horas (de Brasília), na CPI do Crime Organizado no Senado, onde no Plenário 19, o ex-senador e ex-governador Pedro Taques (PSB) será ouvido na condição de testemunha. Taques sustenta que milhares de servidores públicos estaduais foram lesados em operações de consignados, por uma trama que segundo ele passaria pelo Banco Master. O depoimento bota Taques na ofensiva e o governador Mauro Mendes (União) na defensiva. O desfecho retirará um dos dois do cenário político e aquele que não estiver mentindo será o sobrevivente.
Taques advoga para a entidade que representa os servidores público na ação que tenta passar a limpo o escândalo dos empréstimos consignados. Com documentos em mãos ele faz graves acusações contra Mauro Mendes, o chefe da Casa Civil Fábio Garcia e outras figuras do Palácio Paiaguás. Mauro Mendes o rebate na superficialidade diante da Imprensa Amiga, que dosa bem os questionamentos.
O depoimento de Taques, se baseado em documentos, poderá resultar em ações judiciais contra Mauro Mendes e os demais citados por ele. Politicamente o desfecho poderá resultar num efeito dominó sobre o grupo do governante e até mesmo de seu partido, pois Fábio Garcia é deputado federal pelo União Brasil.
O caso é complexo, e segundo Taques, passaria também pelo escândalo com a operadora Oi, que teria resultado num prejuízo de 308 milhões para o governo estadual.
Se as informações que Taques alega em sua fala forem verdadeiras, a pré-candidatura de Mauro Mendes ao Senado será implodida, e a de Fábio Garcia à reeleição, também. Isso, porque dentre os que reagiriam estariam os servidores públicos e todos aqueles que são contrários aos golpes aplicados no erário público. Em caso contrário, Taques cairá em descrédito e será responsabilizado pelas acusações que faz.