Queijo atravessa o discurso de agressiva acusação de Gilberto Cattani

Eduardo Gomes

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Cattani faz arminhas, com Bolsonaro no peito

Deputado estadual com discurso agressivo e que mais acusa políticos petistas de serem corruptos, Gilberto Cattani (PL) agora está do outro lado da história. Casttani é investigado pela Delegacia de Polícia Especializada em Crimes  contra a Administração Pública, para que os policiais apurem a denúncia formulada contra ele pelo promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano,  de que a servidora de seu gabinete na Assembleia, Nathalia Jovelina Rogério dos Santos, teria recebido 4,5 diárias do Parlamento para viajar e permanecer alguns dias em Lucas do Rio Verde, cuidando de assuntos institucionais, quando na verdade Nathalia foi vista e fotografada na feira Show Safra, naquela cidade, vendendo queijos produzidos pela família de Cattani em sua parcela da reforma agrária no Projeto de Assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum, município vizinho de Lucas.

Por ser deputado, Cattani tem prerrogativa de foro e para ser investigado, somente com consentimento do Tribunal de Justiça, e foi exatamente isso o que aconteceu no dia 9. O desembargador Marcos Machado, acatando pedido do Ministério Público, determinou a investigação sobre ele.

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A feira Show Safra foi realizada entre os dias 29 de março ao dia 4 deste mês de abril, com funcionamento diurno. Cattani alegou sem detalhes que Nathalia foi a Lucas para atender no estande da Assembleia no evento. A alegação do deputado soa estranho, pois  o Legislativo tem serviço de cerimonial, que não passa por servidor de gabinete.

Não se sabe ainda se a Polícia Civil ampliará a investigação sobre Cattani, para apurar se outro ou outros servidores do gabinete dele também vendem queijo. Sob anonimato, funcionários da Assembleia dizem que um cidadão lotado no gabinete do deputado vende queijo na Assembleia, e também em eventos e pontos movimentados de Cuiabá, durante o expediente.

Cattani demonstra firmeza verbal ao acusar o ex-presidente Lula e outras figuras do PT pela prática de improbidade administrativa e cobra investigação e condenação para as mesmas. Resta aguardar para que ele se manifeste sobre esse episódio, que poderá desembocar em ação criminal e em perda do mandato por quebra de decoro parlamentar, a depender a apuração feita pela Polícia Civil.

Foto: ALMT

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