Ouro: o metal que conecta história, fé e futuro
Por
Eduardo on 26 de fevereiro de 2026
Vitor Moura*
CUIABÁ
Desde os tempos mais antigos até a sociedade altamente tecnológica de hoje, o ouro ocupa um papel central no desenvolvimento humano. Muito além do brilho das joias ou do valor financeiro, a mineração de ouro está profundamente conectada ao nosso dia a dia, influenciando setores essenciais da vida cotidiana de forma silenciosa, porém indispensável.
Quando falamos em ouro, a primeira imagem que surge é a de alianças, anéis e colares. São símbolos de amor, conquistas e momentos que marcam gerações. Um casamento celebrado com uma aliança de ouro carrega não apenas emoção, mas também uma cadeia produtiva que começa no subsolo e movimenta trabalhadores, empresas e comunidades inteiras. O que poucos percebem é que esse mesmo ouro que sela promessas também sustenta a tecnologia que conecta famílias, salva vidas e impulsiona economias.
Na área da saúde, o ouro é utilizado em equipamentos médicos de alta precisão, em tratamentos odontológicos, próteses e até em terapias contra o câncer. Sua biocompatibilidade e resistência à corrosão fazem dele um material seguro e eficiente.
Na tecnologia, está presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos. Smartphones, computadores, televisores, chips, satélites e sistemas de comunicação utilizam pequenas quantidades de ouro em seus circuitos internos, devido à sua excelente condução elétrica e alta confiabilidade. Cada mensagem enviada, cada transação bancária realizada ou cada ligação feita carrega, de forma indireta, a contribuição da mineração de ouro.
A mineração de ouro também exerce papel fundamental na economia. Ela gera empregos diretos e indiretos, movimenta cadeias produtivas, impulsiona o comércio local e contribui para o desenvolvimento de regiões inteiras. No Brasil, a atividade mineral é estratégica para o crescimento econômico e representa uma parcela relevante do Produto Interno Bruto (PIB).
Além disso, o ouro é um ativo importante para a estabilidade econômica, compondo reservas financeiras e funcionando como proteção em momentos de crise global.
No cristianismo, o ouro vai além de seu valor econômico e simboliza fé, reverência e ligação com o divino, conforme registrado na Bíblia. No Antigo Testamento, aparece em elementos sagrados como o Tabernáculo e a Arca da Aliança, representando a presença de Deus. No Novo Testamento, é oferecido pelos Reis Magos ao menino Jesus Cristo, reconhecendo sua realeza.
Assim, o ouro se consolida como símbolo de espiritualidade, transcendência e eternidade na tradição cristã. Historicamente, seu uso também expressa a ideia de oferecer a Deus o que há de mais precioso, refletindo gratidão, devoção e louvor.
Nos últimos anos, a mineração de ouro tem avançado de forma significativa no campo da sustentabilidade. Empresas como a Fomentas Mining Company investem em tecnologias mais limpas, reaproveitamento de rejeitos, recuperação de áreas degradadas e projetos sociais voltados às comunidades onde atuam. Essas iniciativas demonstram que é possível conciliar desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e compromisso social.
Ao ampliarmos o olhar para além do ouro, percebemos que a mineração sustenta praticamente toda a infraestrutura do mundo moderno. Baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, redes de transmissão, data centers e dispositivos médicos dependem diretamente desses insumos minerais.
Compreender a mineração de forma mais ampla é reconhecer que ela está na base do cotidiano: no silício dos chips eletrônicos, no cobre que leva energia às residências, no alumínio das embalagens, no calcário do cimento e no fosfato que sustenta a produção agrícola.
Não por acaso, o Instituto Brasileiro de Mineração projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos no setor entre 2026 e 2030, sendo US$ 21,3 bilhões destinados a minerais críticos, em sintonia com as demandas globais por energia limpa e reindustrialização.
No Brasil, essa realidade ganha dimensão econômica concreta. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração indicam que a indústria mineral brasileira faturou R$ 298,8 bilhões em 2025, com forte participação do ouro entre os minerais estratégicos. Parte dessa riqueza retorna à sociedade por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) distribuída pela Agência Nacional de Mineração.
Presente na saúde, na tecnologia, na economia, na vida cristã e nos momentos mais simbólicos da experiência humana, o ouro conecta passado, presente e futuro.
O ouro não é apenas um metal precioso. Ele é parte da nossa história, da nossa economia e do nosso cotidiano.
*Vitor Moura – Diretor de Mineração da Fomentas Mining Company