O silêncio de Cattani sobre o queijo nosso de cada dia
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Gilberto Cattani (PL) que tem resposta pronta para tudo, antes mesmos de a pergunta ser concluída, está calado. O site vgnoticias.com.br estampou a manchete: “Assessora recebe diárias da ALMT para vender queijos da família de Cattani em feira”. A denúncia dá conta de que a assessora parlamentar Nathalia Jovelina Rogério dos Santos, do gabinete do deputado estadual Gilberto Cattani, recebeu R$ 1.620 em diárias da Assembleia, no período de 24 28 de março, e que durante esse tempo vendeu queijos na feira de agronegócios Show Safra Mato Grosso, em Lucas do Rio Verde. Os queijos são produzidos na parcela em que o Incra assentou o deputado, no Assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum, município vizinho de Lucas do Rio Verde.
…
Blogs que não recebem recursos públicos aceitam colaboração financeira. Este blog, também, pelo PIX 13831054134 do editor Eduardo Gomes de Andrade
…
O site demonstra com números do Portal da Transparência o pagamento das diárias feitas à servidora Nathalia Jovelina e posta fotos dela com camiseta temática vendendo queijo na feira, que ao contrário das exposições agropecuárias tradicionais não tem funcionamento noturno nem no fim de semana. Ou seja, em horário de expediente a servidora da Assembleia trabalhava para o deputado Cattani.
Além dessa denúncia, o Ministério Público (MP) precisa investigar a venda de queijos no prédio da Assembleia Legislativa, por cidadãos que seriam servidores comissionados no gabinete de Cattani. Todos na Assembleia têm conhecimento desse comércio, e no hall de entrada da sede daquele poder funcionam as mais diversas feiras. Caso a agenda do MP não esteja congestionada e ele decida investigar, não haverá dificuldade alguma: o ambiente é monitorado por câmeras de segurança 24h. Além disso, quase todas as transações comerciais são quitadas por Pix ou cartão de crédito ou débito. Um simples cruzamento de dados bancários entre o deputado e os servidores apontados como vendedores revelaria se há ou não utilização de mão de obra de servidor público em benefício de Cattani.
Cattani não pode ser excluído do benefício da dúvida. Quem sabe ele apura os fatos e em breve explicará sobre a venda de queijos. Porém se o comércio de queijo estive acontecendo jogará por terra todo seu discurso de moralidade contra a corrupção, uso da máquina pública e prevaricação, crimes que ele abomina em seus discursos feitos com eloquência e coragem, pois também são dirigidos contra o presidente Lula e outras altas figuras da República.
Foto:
Meramente ilustrativa