MT: Verso e reverso (64) – Vera Fischer
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Capítulo 64 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza a musa Vera Fischer.
Blumenau, Vale do Itajaí, Santa Catarina, 27 de novembro de 1951. Nasce e menina Vera Lúcia, filha do casal de origem alemã, Emil e Hildegard. Dos pais ela herdou o sobrenome: Fischer.
Em 28 de junho de 1969 a menina filha dos Fischer desfila suas curvas num maiô cavado para o júri que a elegeria Miss Brasil naquele ano, e além do cetro da beleza tupiniquim que lhe entregou a antecessora baiana Martha Vasconcellos, recebeu olhares gulosos de Ênio Pipino, telespectador da TV Tupi, que não desgrudava a vista da tela em preto e branco onde via a deusa loira tentadora sendo coroada.
Mal desceu da passarela Vera Fischer literalmente tirou a roupa em filmes apimentados e nas páginas de revistas masculinas. Casando sua beleza com a capacidade de interpretar ganhou as telas da Globo onde virou atriz de novelas, séries e minisséries. Numa carreira ascendente conquistou espaço entre as maiores celebridades nacionais. Ela lançou um livro biográfico
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Ênio Pipino, o telespectador da Tupi, que babou vendo Vera Fischer na passarela, era um ousado colonizador e em 2 de fevereiro de 1971 deu o passo decisivo para lançar o projeto de colonização da Gleba Celeste, de 198 mil hectares, em Mato Grosso. Naquela data, ele construiu uma pista de pouso no local onde mais tarde lançou as sementes da vila à qual deu o nome da musa que virou sua cabeça quando a viu pela TV na passarela: Vera. Sou faltou acrescentar Fischer.
Vera virou cidade com 11 mil habitantes e comarca na área de influência de Sinop, no Nortão; é importante polo do agronegócio mato-grossense. Foi o ponto de partida para a colonização de Sinop, Santa Carmem e Cláudia, todas na vizinhança.
A escolha do nome foi mais uma demonstração da paixão de Ênio Pipino pelas mulheres, como fez ao denominar de Cláudia, uma de suas cidades; vários rios, córregos e estradas em seu projeto de colonização receberam nomes femininos.
PS – Continuem lendo a série. Amanhã (6), o capítulo 65.