MT: Verso e reverso (174) – Roberto Campos
Por
Eduardo on 10 de setembro de 2026
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Capítulo 174 da série Verso e reverso de Mato Grosso, com postagem de segunda a sábado, abordando aleatoriamente fatos dos municípios mato-grossenses e figuras da nossa história recente. O texto focaliza
Roberto de Oliveira Campos nasceu em Cuiabá no dia 17 de abril de 1917. Era uma figura respeitada mundialmente.
Formado em Filosofia e Teologia, economista, professor, diplomata, escritor e político, Roberto Campos foi cidadão do mundo.
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Nos Estados Unidos foi embaixador e fez mestrado em Economia na Universidade George Washington, em Washington, e em seguida fez doutorado na Universidade de Columbia, em Nova York. Participou da criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FM).
Roberto Campos foi embaixador em Londres. Integrou o ministério do presidente Castelo Branco e foi o único ministro que se recusou a assinar o Ato Institucional que cassou os direitos políticos e o mandato de senador por Goiás de Juscelino Kubitschek.
Roberto Campos foi eleito senador por Mato Grosso em 1982, pelo PDS. A campanha dele foi caracterizada pela compra aberta de votos, com emissários percorrendo os municípios e fechando ‘negócio’ com prefeitos, vereadores e cabos eleitorais. À época o voto era vinculado de vereador a governdor, o que levava o eleitor compromissado com ele a votar também em seus correligionários.
Pelo Rio de Janeiro Roberto Campos foi deputado federal (1991/94 pelo PDS e 1995/98 pelo PPR). Ou seja, ele trocou Mato Grosso pelo Rio de Janeiro.
Imortal da Academia Brasileira de Letras, Roberto Campo escreveu vários livros e publicou artigos nos principais jornais brasileiros e de vários países.
A esquerda o apelidou Bob Fields e o tinha enquanto entreguista, ou seja, ele seria um brasileiro sempre pronto para entregar seu país, na bandeja, aos Estados Unidos. Nem esse rótulo pejorativo abalava seu prestígio internacional.
Graças a ele Mato Grosso implantou o programa Carga Pesada – rodoviário – e Cyborg – de energia elétrica. Carga Pesada assegurou recursos para pavimentar, dentre outras, a BR-163 de Cuiabá a Nova Santa Helena. Cyborg bancou a construção de linhões de energia que interligam Cuiabá ao sistema nacional.
Morreu no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 2001, aos 84 anos.
PS – Obrigado pela leitura. Com esta postagem a série se encerra.