Os meios políticos não receberam bem o anúncio do II Encontro Mato-grossense de Municípios, que a AMM – a entidade das prefeituras – realizará no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, entre os dias 25 e 27 deste mês. Isso porque o evento poderá ser usado pelo presidente da entidade promotora, Léo Bortolin (MDB), como palanque para sua pré-candidatura a deputado estadual. O Ministério Público tem que ficar atento quanto a isso.
O ideal seria – avaliam alguns políticos – que o encontro fosse realizado em abril, após Léo Bortolin se afastar da AMM, para concorrer à eleição.
Anfitrião do encontro, Léo Bortolin terá os holofotes sobre ele e ainda contará com uma plateia política capilarizada nos municípios, para ouvir seus pronunciamentos.
Por tratar-se de um evento bancado com recursos públicos – a receita da AMM é oriunda dos cofres das prefeituras – o encontro precisa de uma análise profunda do Ministério Público, pois na amplitude do entendimento o ato em tese seria antecipação de campanha eleitoral, abuso de poder político em benefício de Léo Bortolin e utilização de recursos públicos para finalidade política.
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Acredita-se que dezenas de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais, além de centenas de vereadores participarão do encontro, que recebe cobertura da mídia. Todos os temas que serão focalizados no evento poderiam ser discutidos em abril, pois nenhum é aquilo que se chama de sangria desatada.
Que o Ministério Público cumpra seu papel e que os políticos que eventualmente se sentirem prejudicados pela promoção que será dada a Léo Bortolin, busquem seus direitos.
Rapaz. A situação está ficando cada vez mais difícil. Vai ter investigação?