MEU VOTO – Pedro Taques e a batalha do Armagedom

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes

eduardogomes.ega@gmail.com

Em todas as eleições publiquei artigo revelando meus votos. Nesta não seria diferente, mas escrevo um artigo para cada voto  aleatoriamente. Inicio com a disputa de uma vaga para o Senado.

Sobre ele, pensava assim: Filho da p…

Continuava pensando: Filho da p…

Não parava de pensar: Filho da p…

Também não era para menos. Na virada do ano de 2014 para 2015 o governo transferiu para minha conta o pagamento por um serviço jornalístico. Em 1º de janeiro de 2015 ele tomou posse no cargo de governador e no dia seguinte o Banco do Brasil estornou a transferência. Fui jogado numa vala comum com vários prestadores de grandes, médios e pequenos serviços. Frio, impessoal, o governante disse aos jornalistas que havia criado o programa “Bom Pagador”, pelo qual estabeleceu uma carência de meses para pagar uma parcela da dívida que ele unilateralmente parcelou a perder de vista. Comecei um roteiro de peregrinação por secretarias, de uma para outra e outras mais. Desisti, pois bom pagador paga sem criar programa.

Vítima de um infarto, recebi um conselho (quase ordem) do cardiologista para fugir do estresse. Obediente abri mão da cobrança.

Nos dois primeiros anos de seu mandato no governo, não fui ao Paiaguás. O tempo passou. Do xingamento mental em 2015 chegamos ao abençoado 2026. A mágoa cicatrizou e sem o rancor daquela época entendi que ele adotou aquela prática como um freio de arrumação, pois os poderes políticos estavam a um passo da desfiguração pela corrupção praticada por Silval Barbosa e José Riva, conforme ambos assumiram em delação premiada.

O prejuízo foi péssimo para o Eduardo Gomes que escreve  este texto, mas o conjunto da obra do governante foi bom para Mato Grosso.

Superado o rancor, o vejo candidato ao Senado pelo PSB concorrendo com três ou quatro nomes com chances de eleição para as duas cadeiras em disputa. Tenho direito de escolher dois nomes. Ele é Pedro Taques e o voto dele está assegurado. Sobre a outra escolha falarei ao longo das publicações com minhas declarações tornando público meus votos.

Avalio que a próxima legislatura do Senado (que terá um terço da remanescente) travará a verdadeira batalha do Armagedom – no plano tupiniquim – contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e que para tanto o exército parlamentar precisará de senadores sem rabo preso, com o famoso notável saber jurídico e sem vinculação com corruptos e seus esquemas. Por assim entender meu voto é Pedro Taques.

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O Senado está muito desfigurado (o sistema bicameral como um todo), mas se renovado com bons nomes poderá assumir a liderança da luta do povo brasileiro ora tão espezinhado e roubado  pela viciada máquina pública.

Não devemos eleger alguém para o Senado com a missão específica de botar Jair Bolsonaro na rua nem para fazer o jogo de suplente rico. A tribuna na Casa Alta não deve servir de altar da insensatez. Muito menos  funcionar como balcão de lobistas em defesa dos corruptos, quer sejam ou não parentes de seus congressistas.

Pedro Taques tem muitos defeitos, mas nenhum que o leve a assumir bandeiras da ladroagem política. Seria muito doloroso para Mato Grosso ver algum gabinete no Senado servir de trincheira em defesa de José Riva, quando a Justiça fechar o cerco sobre os delatados por ele.

A reação dos delatados poderá criar um fato novo de tamanha repercussão como nunca se viu na Terra de Rondon. Isso acontecendo, o Senado terá que manter serenidade, isenção e a postura que se espera do verdadeiro legislativo.

Com uma cadeira ocupada por alguém que se sentirá no dever de defender José Riva, a batalha do Armagedom – que parcela considerável de cidadãos de Mato Grosso acredita que será contra o STF – a bancada  mato-grossense terá ao menos um par de joelhos dobrados diante dos ministros.

Confiante voto em Pedro Taques para senador, mesmo sabendo que ele não foi bom governador. Espero vê-lo participando do resgate do Senado num ambiente institucional onde todos o respeitarão por seu histórico e sua voz  que ecoa altiva.

Espero que Mato Grosso faça votos plebiscitários para o Senado. De um lado há competência com honradez; de outro a face oculta da corrupção juntamente com o destempero da idolatria que teima em se mostrar com rótulo ideológico e patriótico. Que os ventos da moralização soprem sobre nós nesta terra tão devastada pela corrupção.

Resumo sem me preocupar em esmiuçar o currículo do cuiabano José Pedro Gonçalves Taques advogado, promotor de Justiça, procurador da República, professor universitário e governador, pois todos sabem por estas bandas que ele fica de um lado e a corrupção de outro; que seu berço é humilde pois foi embalado pelo saudoso agricultor Alinor Teixeira Taques, o seo Nego, e pela professora primária dona Eda Gonçalves Taques, que nunca se envolveram em escândalo nem com a corrupção; e que nos episódios em que figurões políticos mato-grossenses foram presos ele estava do lado oposto aos algemados.

Boa sorte, Pedro Taques!  Desde que seus ancestrais chegaram nas barrancas do rio Cuiabá acompanhando Pascoal Moreira Cabral, Mato Grosso nunca precisou tanto de bons representantes no Senado, quanto agora, pois a roubalheira espera apenas que não saibamos apertar os números certos para voltar a dilapidar os cofres públicos, pois ainda resta muito para se panhá, por mais que se tenha panhado.

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