Mauro e Jayme, cada qual com seu projeto

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes

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Na próxima quinta-feira, Jayme Campos e Mauro Mendes disputarão uma convenção, da qual os dois não sairão bem politicamente e pode ser que ambos sejam aniquilados. Jayme, senador, tem um projeto pessoal para ser governador; Mauro, ex-governador e pré-candidato ao Senado, quer a federação União Progressista (UP) – de ambos – apoiando seu ex-vice-governador, Otaviano Pivetta, que agora governa e quer vencer a eleição para permanecer no cargo.

Desconsiderando-se o bolsonarismo doentio, a UP é a maior força política mato-grossense, mas não demonstrou habilidade para assegurar unidade, de modo a vencer o pleito de outubro. Seus convencionais em boa parte não têm perfil partidário, pois em sua composição há alguns prefeitos que foram arrastados para o União Brasil (que forma a UP com o Progressistas) pela força do Palácio Paiaguás, quando Mauro governava.

Se Jayme for batido, volta para casa e prepara nova candidatura para prefeito de Várzea Grande, cargo que exerceu por três mandatos. Com ele, também sai derrotado seu irmão mais velho, o deputado estadual Júlio Campos (UP), que tenta a reeleição.

Se Mauro perder, nada impedirá que seja candidato ao Senado, pois quanto a essa disputa seu nome  está sacramentado, mas terá que fazer política para Pivetta com a limitação que  a ética partidária impõe; nesse caso ele será um candidato fraco ao Senado, e em sua queda arrastará sua mulher, Virgínia Mendes (UP), que teve sua pré-candidatura moldada artificialmente pela mídia regiamente remunerada pela Secretaria de Comunicação do Governo – embora não haja constatação documental de pagamentos, todos os sites que mantiveram Virgínia nas manchetes durante muito tempo, recebessem polpudas mídias palacianas.

Aguardemos pela convenção e pela reação de Jayme, Mauro e dos convencionais após a votação. Pode ser que no ato, ao lavar roupa suja, ambos fiquem chamuscados, inviabilizados eleitoralmente.

Porém antes de qualquer coisa tenhamos em conta que Jayme não costuma entrar em bola dividida, e na hora agá poderá encontrar as palavras certas para justificar a toalha jogada no chão – e assim ambos arrotem vitória.

Foto: Divulgação/Democratas-Arquivo

 

Comentários (1)
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  • Inacio Roberto Luft

    Divididos, mas unidos?