Mauro Mendes apoiar (o vice-governador Otaviano) Pivetta é esdrúxulo. A frase é do vice-presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Campos, tão integrante do União Brasil quanto os dois mencionados em sua definição. Na manhã desta quarta-feira (4), Júlio Campos conversou com jornalistas no térreo do Legislativo. Ouvi sua fala e o acompanhei quando subia as escadas, para o primeiro andar onde fica seu gabinete.
Perguntei a Júlio Campos se não será mortal nas urnas o visível distanciamento político entre o governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado, e o senador Jayme Campos, que luta para ser o nome de seu partido ao governo. O deputado parou a caminhada rumo ao gabinete e respondeu que o eventual apoio de Mauro Mendes à possível candidatura de Pivetta seria esdrúxulo, pois a legislação eleitoral não permite que um filiado a um partido peça votos para candidatura de outra sigla.
Desse modo, Júlio Campos vê Mauro engessado em seu apoio a Pivetta. Ele, porém, não respondeu se num cenário assim os dois (Mauro e Jayme ) não morreriam abraçados.
Analistas políticos avaliam que a divisão de forças entre os dois fortalecerá tanto Pivetta quanto Wellington Fagundes (PL), também pré-candidato a governador. Aparentemente não há meios para uma composição dada aos vínculos de Mauro com Pivetta.
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É prematuro falar que um dos dois sairá do partido, e se isso efetivamente ocorrer será em breve, durante a janela partidária que será aberta amanhã (5) e permanecerá escancarada até 3 de abril. Se tiver que sair, Jayme terá que costurar espaço em alguma sigla; para Mauro é mais cômodo, pois o PRD dirigido por Mauro Carvalho é uma espécie de puxadinho de seu grupo.
Em política tudo é possível. Pode ser que amanhã Pivetta e Mauro estejam no palanque do PRD, ou que continuem como estão, mas com Jayme filiado a outro partido, porque Mauro e Jayme no União é como água e óleo, não por suas essências, mas pelo ego de ambos, o que os faz fraternos inimigos.
ARTICULADO – Na conversa com os jornalistas, pouco antes do meu questionamento, Júlio Campos defendeu que os partidos de direita e centro-direita disputem o governo no primeiro turno, e que se juntem no segundo. Segundo ele, as pré-candidaturas de Pivetta, Jayme e Wellington fortalecerão as disputas proporcionais.
Ainda aos jornalistas, Júlio Campos disse que seu partido não liberará filiação de seus vereadores a outros partidos; que a pré-chapa para a Câmara foi definida consensualmente e que nela consta o nome da primeira-dama Virgínia Mendes; disse ainda que a Federação com o PP vingará, que Nilson Leitão será candidato a deputado federal e que o deputado federal Coronel Assis (União) comunicou que está de malas prontas para o PL.