EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
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Lúdio Cabral (PT) salvou a pele dos servidores públicos de Mato Grosso; paralelamente a isso, algumas figuras dos meios políticos vão para as redes sociais anunciando que defenderam os interesses desses trabalhadores. Trocando em míudos é assim:
A contragosto Mauro Mendes (União) terá que enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei reajustando o salário em 4,26% – que é o índice apurado da inflação em 2025, como forma de RGA (reajuste geral anual). O governador deveria tê-lo enviado antes da sessão extraordinária convocada para a quarta-feira (14) exatamente para votá-lo. Mauro, porém, não o fez, porque Lúdio apresentaria uma emenda (já acordada com os deputados) para que o governo pague parceladamente o acumulado de RGA dos anos anteriores, que dá um percentual de 19,5%. Como assim?
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Lúdio propõe que na folha salarial de maio seja adicionado um aumento de 4,92%, para ser deduzido do débito de 19,5% da RGA acumulada. Isso, desde que haja superávit de arrecadação. O deputado estima que o orçamento em curso está subestimado e que a receita o superará em 10 bilhões. Dessa dinheirama superavitária, o governo retirará 1,6 bilhão entre maio e dezembro, para aliviar o servidor penalizado com a birra de Mauro em não conceder a RGA em aberto.
Essa emenda é o primeiro passo para uma negociação entre Mauro e os servidores. Sua aprovação pela Assembleia é considerada veludo no gogó. Mauro veta tudo, mas por se tratar de ano eleitoral, ele não seria tão radical ao ponto de vetar por hipótese (sua fundamentação é que a RGA desesquilibra o caixa) uma proposta para ser liquidada diante da realidade orçamentária.
O mérito da defesa dos servidores é de Lúdio, pela brilhante emenda que apresentou. Porém, nas redes sociais, a picaretagem política teima em nos mostrar carinhas de figurinhas que dizem que a defesa partiu delas. Terrível: de um lado a pirraça de Mauro, e de outro, o oportunismo deslavado de quem tem o DNA de jogar para a plateia.
Foto: ALMT
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