Você percebe quando alguém desconversa ou muda de assunto, caso a pergunta não lhe interessa. Foi exatamente isso o que fez o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) na manhã desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa, numa roda com jornalistas, quando lhe perguntaram sobre Pedro Taques (PSB).
Lúdio foi um verdadeiro ator interpretando um personagem que está acima do bem e do mal, protegido por sua ideologia e seu partido, e que bota no chinelo alguém que chega para se juntar ao seu núcleo político. Sem citar o nome de Pedro Taques, Lúdio respondeu às perguntas sobre a disputa ao Senado, como se o ex-senador e ex-governador Pedro Taques não fosse pré-candidato a senador, com aval do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e seu nome não tivesse sido lançado em Cuiabá pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva.
As palavras “Pedro” e “Taques” não foram pronunciadas por Lúdio. Sobre a disputa ao Senado, o deputado citou Carlos Fávaro (PSD), que tentará a reeleição apoiado por Lula, e ponderou que é preciso que haja um nome petista (disputando) e que preferencialmente seja uma mulher, para dar mais consistência às duas chapas de esquerda que tentarão as cadeiras em aberto.
Muito prazer, Gracieli!
Participei da conversa e perguntei a Lúdio se a mulher que ele defende não seria Graciele Marques dos Santos, sobre a qual conversamos alguns dias antes. Lúdio confirmou que sim.
Graciele é a Professra Graciele, que foi vereadora por Sinop e não conseguiu a reeleição, e que milita no Sintep, naquele município.