Rafael Cardoso – Agência Brasil
RIO DE JANEIRO
O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que protejam os territórios e a floresta na Amazônia Legal. O prêmio é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Cada iniciativa premiada receberá R$ 50 mil. A previsão é selecionar 50, sendo 15 conduzidas por organizações indígenas, 15 por organizações quilombolas e 20 por organizações de outros segmentos tradicionais. No total, o investimento é de R$ 2,5 milhões.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, vê o prêmio como uma nova etapa na atuação do Fundo Amazônia.
“Desde 2023, o fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta”, disse a diretora.
“O prêmio reconhece e fortalece esses que são os principais guardiões da Amazônia.”
A diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), Claudia Regina Sala de Pinho, diz que o prêmio valoriza a diversidade dos povos da Amazônia.
“Ao reconhecer esses sujeitos, evidencia modos de vida fundamentados no bem-estar coletivo, na relação equilibrada com a natureza e no desenvolvimento de tecnologias ancestrais, historicamente construídas e essenciais para a proteção do bioma amazônico”, disse Claudia.
“Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa fortalece a visibilidade e reafirma o papel estratégico desses povos como verdadeiros guardiões da sociobiodiversidade e detentores de direitos”, completou.
O coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Toya Manchineri, destacou o papel dos povos tradicionais na proteção da biodiversidade.
“Temos inúmeras iniciativas de monitoramento, preservação, restauração, manejo e planos de vida em nossas terras indígenas, que garantem não só a vida dos povos originários, mas de toda a humanidade que precisa da Amazônia em pé como regulador climático e garantia do futuro”, disse Toya.
Inscrições