Fávaro tem duas alternativas: sair do PSD ou trair Lula

Eduardo Gomes

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Criatura e criador

Fávaro tem dois caminhos: trair Lula apoiando o nome do PSD para presidente da Republica ou correr para o PV de modo a continuar na Federação Fé Brasil e ficar ao lado da tentativa de Lula 4. Não há alternativa fora desses caminhos. As regras eleitorais são claras.

O ministro da Agricultura e senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) tem pouco tempo para decidir se permanece filiado ao seu partido e apoie seu candidato à Presidência, cujo nome sairá da disputa entre os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) ou se corre atrás de uma sigla em que se possa abrigar e continuar gritando Lula-lá.

Vejamos: pela legislação o filiado que disputa eleição não pode pedir voto para adversário. Lula é pré-candidato à reeleição. Filiado ao PSD, Fávaro não poderá apoiá-lo, pois sua pré-candidatura ao Senado é tão certeira quanto a falta de águas nas torneiras em Várzea Grande e o abafa na Assembleia do escândalo das emendas na Seaf. Portanto, para continuar lulando, Fávaro terá que correr para um partido lulista. Não creio que o PT o aceite e muito menos o PCdoB; resta o PV. Fávaro verde pode até parecer ironia, pois há alguns anos ele era ridicularizado pela pecha do correntão – dos idos de sua titularidade na Sema no governo de Pedro Taques.

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Imagino que não soará bem para Fávaro ir a Couto Magalhães, Garapu, Caramujo, Espigão do Leste, Toricueije, Vale Rico, Cangas, Del Rey, Nova Galileia, Paraíso do Leste ou Capão Verde pedindo voto para Ronaldo Caiado ao eleitorado dessas localidades, em boa parte contemplado com máquinas e equipamentos agrícolas doados pelo governo Lula e entregues por ele, Fávaro. Prefiro acreditar em Fávaro verde, embalado para vencer o pleito, eleger sua filha Rafaela deputada estadual e agradar seu guru Eraí Maggi.

Não pensem que a mobilização feita por Fávaro secundado por Irajá Lacerda, José Lacerda, Procurador Mauro, Natasha Slhessarenko e Valtenir Pereira será desmobilizada, o que sepultaria de vez a esquerda mato-grossense liderada pelo acéfalo PT, que prefere disputar eleição sem candidatura majoritária, porque o sonho de seus mosqueteiros Rosa Neide, Valdir Barranco e Lúdio Cabral é cada um para si, pois o resto não interessa.

Que venha outubro. Não creio que com ele virá Fávaro no PSD, o partido que José Riva criou em Mato Grosso – com tantos filiados que viabilizou seu registro nacional – mas que foi impedido pela Lei Ficha Limpa, em 2014, de ser candidato à reeleição na Assembleia, situação essa que o levou a lançar sua filha Janaína Riva candidata a deputada estadual por aquela legenda e ela foi a segunda mais votado do pleito, com 48.171 votos.

A trajetória do PSD em Mato Grosso parece que será manga curta. Começou com José Riva e terminará com Fávaro. Quanto às candidaturas de Lula e de Fávaro, são outros quinhentos – traição à parte.

Foto: Agência Brasil

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